Bolsas da Europa fecham em queda com Oriente Médio e ata do BCE no radar
Os índices europeus encerraram o pregão desta quinta-feira (28) em baixa ainda com postura de cautela diante das notícias do Oriente Médio e possível alta nos juros pelo banco central da zona do euro mais adiante.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com ligeira queda de 0,49%, aos 625,11 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,34%, aos 25.092,25 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve recuo de 0,75%, aos 10.425,96 pontos; e o CAC, de Paris, apresentou baixa de 0,23%, aos 8.188,87 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Os investidores europeus seguiram atentos aos desdobramentos na Ucrânia e no Oriente Médio.
As informações do site Axios de que há um acordo entre Estados Unidos e Irã, dependente apenas da aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, saíram já próximas do fechamento do pregão, que encerrou com cautela.
“Muitas das boas notícias sobre o assunto foram precificadas no início da semana”, disse Kiran Ganesh, estrategista de múltiplos ativos do UBS Global Wealth Management. “A reação relativamente discreta que vimos nos mercados aos sinais de um cessar-fogo reflete isso.”
Analistas de mercado afirmam que os balanços corporativos melhores que o esperado também deram suporte às ações desde as mínimas de março causadas pelo conflito, embora os riscos permaneçam.
Mas o setor de defesa europeu avançou nesta quinta-feira após o parlamento ucraniano ratificar um acordo de empréstimo de 90 bilhões de euros com a União Europeia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está na Suécia, e, segundo fonte anônimo à Reuters, Zelensky deve anunciar junto do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson o fornecimento de caças Gripen à Ucrânia.
Além disso, entra no radar dos investidores a próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) em junho, que será um grande termômetro para o mercado.
Na ata da última reunião, divulgada hoje, os dirigentes do BCE avaliaram que para alcançar a estabilidade de preços uma política monetária mais restritiva pode ser necessária, mesmo que isso agrave o impacto negativo do choque de oferta sobre a economia.
*Com informações de Reuters