Após operações da PF e inelegível pelo TSE, Cláudio Castro desiste de concorrer ao Senado pelo RJ
Alvo de duas operações da Polícia Federal (PF) e inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) informou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que desistiu de concorrer a uma vaga do Senado. Ele informou que pretende se dedicar à defesa jurídica nos processos.
Castro é investigado por sua ligação com Daniel Vorcaro, em operações do Banco Master, e pela ligação com a Refit, antiga Refinaria Manguinhos, empresa suspeita de fraudes fiscais e ocultação patrimonial.
Costa Neto informou ao SBT News que a decisão sobre quem será o pré-candidato ao Senado caberá ao PL do Rio de Janeiro, controlado pela família Bolsonaro.
Em diálogos obtidos pela PF e revelados nesta semana apontam que Castro enviou agradecimentos a Vorcaro, após ele ter bancado um jantar de R$ 66 mil em Nova York, nos Estados Unidos. As conversas entre os dois foram obtidas pela PF no telefone celular do dono Master e fundamentaram a operação deflagrada na terça-feira (26) que cumpriu busca e apreensão contra Castro e outros alvos por suspeitas de irregularidades em aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Master e em fundos ligados ao banco.
Em nota, a defesa de Castro informou que “nega de forma categórica qualquer relação pessoal indevida entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro”. Segundo os advogados do ex-governador, “os contatos entre ambos aconteceram em agendas oficiais, institucionais e também em encontros sociais e de networking, comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal.”