Bolsas da Europa fecham com alta de mais de 1% com ‘onda azul’ nos EUA
As bolsas da Europa fecharam em alta robusta nesta quarta-feira (4), em repercussão à vitória dos democratas na Câmara e no Senado dos Estados Unidos (EUA), um quadro que pode remodelar a condução da política externa do presidente norte-americano, Donald Trump.
A Europa tem saído prejudicada por muitas das medidas externas do presidente nor. O setor bancário registrou um desempenho particularmente positivo.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 1,82%, aos 657,40 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, avançou 2,22%, aos 26.437,67 pontos e o FTSE 100, de Londres, terminou o pregão com ganho de 1,79%, aos 10.829,21 pontos. O CAC 40, de Paris, registrou alta de 1,96%, aos 8.177,89 pontos.
O que movimentou a Europa hoje?
Com a ‘onda azul’, com vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA, os analistas afirmam que a política norte-americana, ainda que não seja um fator de ajuda direta para a Europa, pode se tornar “um pouco menos problemática” para o continente, com um Congresso de maioria democrata atuando como contrapeso a Trump.
Os bancos, sensíveis ao desempenho econômico europeu, reverteram perdas recentes e saltaram na sessão desta quarta. O britânico Barclays subiu 3,9%, o italiano UniCredit avançou 5,4% e o francês BNP Paribas teve alta de 4,9%.
As ações de empresas ligadas à energia limpa também subiram como a Vestas e a Orsted avançaram 2,9% e 4,6%, respectivamente. Elas vinham sendo pressionados por políticas associadas ao governo Trump.
As expectativas também se concentram nos próximos passos de Trump na guerra contra o Irã. Se ele abandonar o conflito, a queda nos preços da energia poderia oferecer um alívio à economia europeia.
Os papéis de energia acompanharam o declínio do petróleo, e a BP cedeu 2,6%. O setor de defesa também perdeu força: a BAE Systems caiu 3,5% e a Thales teve queda de 2,2%.
A possibilidade de o tema da inteligência artificial (IA) passar por um escrutínio mais intenso com a maioria democrata nas Casas, por outro lado, refletiu nas ações de tecnologia. No setor de semicondutores, a gigante holandesa ASML recuou 3,9% e sua concorrente de menor porte ASM International cedeu 5,5%.
*Com informações da Dow Jones Newswires