Bolsas da Europa fecham em alta com alívio nos preços do petróleo e política monetária no radar
Os índices europeus retomaram o tom positivo nesta quinta-feira (4), em recuperação da sessão anterior, ainda com o cenário geopolítico incerto.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,52%, aos 624,45 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 0,60%, aos 24.944,95 pontos; o CAC 40, de Paris, teve avanço de 1,15%, aos 8.244,29 pontos; e índice FTSE 100, de Londres terminou a sessão de hoje com alta de 0,27%, aos 10.360,32 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Novos desdobramento do conflito no Oriente Médio continuaram a concentrar as atenções dos investidores, em meio ao alívio nos preços do petróleo com o anúncio de cessar-fogo entre Líbano e Israel.
Perto do fechamento dos mercados europeus, o contrato mais líqudo do Brent, para agosto, operava com queda de 3%, no nível de US$ 95 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
A próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE), em 11 de junho, também entrou no radar, com a expectativa de alta nos juros.
“A alta de juros da próxima semana deve ser vista como uma espécie de ‘alta de seguro’. Ou seja, uma medida preventiva, já que o risco de não fazer nada e acabar ficando atrás da curva é maior do que o risco de eventuais impactos negativos sobre o crescimento econômico decorrentes de juros mais altos”, avalia Carsten Brzeski, head de macroeconomia global do ING, em relatório divulgado ontem (3).
Além disso, as vendas no varejo da zona do euro recuaram 0,4% em abril ante março, resultado ligeiramente pior que o esperado.
Já entre as notícias corporativas, as ações da Universal Music Group (UMG-NL) caíram 4,87% (18,26 euros), na bolsa de Amsterdã, após notícias de que a Pershing Square, fundo de hedge de Bill Ackman, havia vendido sua participação no grupo, depois de duas tentativas frustradas de aquisição.
Segundo o Wall Street Journal, a Pershing Square vendeu sua participação na companhia, avaliada em mais de US$ 1,5 bilhão, com um lucro estimado em US$ 600 milhões.
Pela manhã, a companhia anunciou a recompra de mais de 14 milhões de ações ordinárias detidas por diversos fundos da Pershing Square, no valor de 250 milhões de euros (US$ 289,9 milhões), como parte de um programa de recompra já existente de 500 milhões de euros.
A Nokia caiu cerca de 6%, na esteira da divulgação dos resultados da Broadcom, que pressionou parte do setor tech, enquanto o restante conseguiu estender ganhos no pregão, como a alemã SAP (+5,5%).
*Com informações de Estadão Conteúdo