Bolsas da Europa caem com tensões geopolíticas e fim das relações comerciais entre EUA e Espanha
Os índices europeus fecharam o pregão desta quarta-feira (8) em tom negativo diante da escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,61%, aos 635,91 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, derreteu 2,23%, aos 24.897,45 pontos, o FTSE 100, de Londres, caiu 1,66%, aos 10.489,04 pontos e o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com baixa de 2,18%, aos 8.252,66 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve perdas de 2,76%, a 19.098,63 pontos, após os EUA anunciaram o fim das relações comerciais com a Espanha.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Os investidores reagiram à escalada de tensões no Oriente Médio e ao anúncio de que os EUA devem encerrar as relações comerciais com a Espanha.
A União Europeia (UE) espera que os Estados Unidos cumpram suas obrigações decorrentes do acordo comercial com a UE, afirmou um porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, corte as relações comerciais com a Espanha.
Falando na capital turca, Ancara, Trump chamou Madri de “parceiro terrível” na Otan ao criticar os aliados por não apoiarem a guerra contra o Irã.
Além disso, em relação à guerra no Oriente Médio, mais cedo, Trump sinalizou que um novo ataque ao país persa poderia ser realizado nesta quarta-feira.
A deterioração na relação entre os dois países aconteceu após três navios terem sido atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz na terça-feira (7), sem reivindicação, no entanto, de autoria de Teerã.
Na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar reiterou compromisso com a defesa dos países-membros e de financiamento para apoiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia, mas, apesar dos novos acordos, o setor de defesa europeu amargou perdas de 1,09%.
Ainda assim, analistas do HSBC acreditam que as ações da zona do euro superarão outras regiões no segundo semestre de 2026, com um ambiente macroeconômico em recuperação apoiando os papéis europeus. Um dólar mais forte em relação ao euro resultará em revisões positivas nos lucros estimados em euros, enquanto os bancos do continente parecem atraentes, segundo os analistas.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters