Petróleo

Governo deve adiar fim da subvenção à gasolina com volta da guerra entre EUA e Irã

08 jul 2026, 13:35 - atualizado em 08 jul 2026, 13:35
gasolina-etanol-combustiveis-petrobras (Foto: iStock - Joa_Souza)
(Foto: iStock - Joa_Souza)

Com a volta das ofensivas entre Estados Unidos e Irã, o governo Lula deve esperar mais um pouco para reavaliar o fim do subsídio da gasolina previsto para esta semana ou para retirar totalmente o subsídio do diesel, segundo pessoas próximas ao tema.

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Ao contrário, se a commodity voltar a patamares mais elevados, como ocorreu em abril, a subvenção ao diesel pode ser ajustada novamente.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a subvenção dada pelo governo para conter a alta da gasolina, de R$ 0,44 por litro, seria revertida nesta semana.

O preço do petróleo caminhava para níveis de antes da guerra, próximo a US$ 60 o barril, mas voltou a subir com a nova escalada do conflito no Oriente Médio para perto dos US$ 80 o barril.

O governo reduziu a subvenção ao diesel e ainda não havia alterado o subsídio à gasolina. A Petrobras – uma das poucas empresas que participam do programa de subvenção – já recebeu R$ 4,7 bilhões para vender diesel no mercado interno sem a volatilidade de preços do mercado internacional.

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Por enquanto, de concreto, o governo retirou R$ 0,35 da subvenção do diesel, mas ainda manteve subsídio de R$ 1,12.

A expectativa era de que a Petrobras (PETR3;PETR4) reduzisse o preço da gasolina após a retirada de subvenção do combustível, como fez com o diesel, decisão que também deverá aguardar o rumo que será tomado pela guerra no Oriente Médio, segundo fontes.

Trump diz que medidas podem fazer preço do petróleo subir

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que seu governo talvez tome “algumas medidas” contra o Irã que possam fazer o preço do petróleo subir.

“Preços do petróleo podem subir um pouquinho, está tudo bem”, disse o republicano em entrevista à imprensa junto do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, em Ancara. “Sempre que atingimos o Irã, o preço do petróleo sobe”. Mais cedo, o republicano prometeu novos ataques contra Teerã ainda na noite desta quarta.

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Questionado sobre o envio de tropas terrestres no Irã, o republicano descartou a ideia, acrescentando que ninguém consegue obter urânio iraniano, exceto os EUA.

Também presente na entrevista, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que “talvez o petróleo dos EUA devesse ser negociado com um ágio”.

O Irã disse que fechará o Estreito de Ormuz e atacará “duas vezes mais” alvos inimigos, caso seja atacado pelos Estados Unidos, segundo relatos da mídia iraniana. Uma fonte disse à PressTV que o Irã não voltará atrás nas suas exigências para gerenciar o Estreito de Ormuz e que “fechará completamente” a rota marítima se sofrer qualquer novo ataque.

Segundo a PressTV, a eventual reabertura de Ormuz terá que acontecer de acordo com os arranjos definidos pelo memorando de entendimento de Islamabad.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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