Bolsas da Europa avançam após ata do BCE, impulsionadas por tecnologia
Os índices europeus fecharam o pregão desta quinta-feira (9) impulsionados pelo setor de tecnologia, a despeito das incertezas geopolíticas e após a ata do Banco Central Europeu (BCE).
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,78%, aos 640,87 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 0,89%, aos 25.118,27 pontos, e o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com avanço de 0,90%, aos 8.326,62 pontos.
Já o FTSE 100, de Londres, caiu 0,16%, aos 10.472,45 pontos, de olho na política e no fiscal do Reino Unido.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Os investidores acompanharam a ata do banco central da zona do euro desdobramentos do conflito no Oriente Médio, o desempenho das ações de tecnologia e novo relatório da agência classificadora de risco Fitch Ratings sobre a economia do Reino Unido.
No noticiário macroeconômico, a ata da reunião de junho do Banco Central Europeu (BCE) mostrou que os dirigentes continuam vendo riscos inflacionários inclinados para cima, sobretudo diante da possibilidade de novos choques nos preços de energia ligados ao conflito no Oriente Médio.
O documento indica que a inflação pode permanecer acima da meta de 2% até o primeiro semestre de 2027.
Para o banco holandês ING, a ata reforça que a alta de juros de junho refletiu a deterioração das perspectivas para a inflação e mantém como cenário-base uma nova elevação de 25 pontos-base em setembro.
Na geopolítica, Irã e Estados Unidos encerraram o cessar-fogo e trocaram ataques no Oriente Médio.
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz teve uma queda acentuada desde a retomada de bombardeios entre Estados Unidos e Irã, segundo levantamentos da mídia internacional.
Cruzaram o estreito ontem 14 navios carregados com commodities, conforme a Bloomberg, frente a uma média diária 34 embarcações desde que o cessar-fogo começou em junho. O Irã, por outro lado, acelerou a saída de cinco superpetroleiros e um navio Suezmax carregando quase 11 milhões de barris de petróleo nas últimas 24 horas, sob ameaças de novo bloqueio dos EUA contra portos iranianos.
No entanto, as cotações do petróleo operam em baixa após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o país persa procurou os norte-americanos após a ofensiva de quarta-feira.
Por volta das 14h19 (horário de Brasília), o contrato futuro do Brent para setembro, referência no mercado internacional, recuava 2,50%, a US$ 76,04 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres.
Reino Unido
De acordo com o Financial Times, os deputados trabalhistas se unem para apoiar Andy Burnham como próximo premiê britânico.
Segundo a Fitch, há maior incerteza em relação à política fiscal no curto prazo no Reino Unido e pressão de gastos como resultado da provável transição para a liderança de Andy Burnham.
No entanto, não é esperado um afrouxamento ou mudança substancial nas regras fiscais, dados os riscos para os rendimentos dos títulos do governo, acrescenta a Fitch.
*Com informações de Estadão Conteúdo