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Natura (NATU3): Bradesco BBI rebaixa ação com curto prazo difícil no horizonte

09 jul 2026, 14:36 - atualizado em 09 jul 2026, 14:36
natura
(Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

A potencial queda de até 10% na receita do segundo trimestre de 2026 da Natura (NATU3) elevou a perspectiva de um curto prazo difícil para a companhia. Neste cenário, o Bradesco BBI optou por rebaixar a ação de compra para neutra, com um preço-alvo de R$ 10, que implica um potencial de 17% ante o último fechamento.

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Os analistas do BBI afirmam que a revisão da recomendação reflete uma combinação de desafios operacionais e menor previsibilidade dos resultados, fatores que têm afetado a confiança dos investidores.

Na leitura da casa, o desempenho da operação brasileira se destaca negativamente, com queda de dois dígitos na receita no comparativo anual. A revisão também reflete uma sequência de resultados abaixo do esperado e a ausência de gatilhos claros para uma inflexão operacional no curto prazo.

“Entre os principais pontos de atenção estão a fraqueza contínua das marcas Avon e Casa & Estilo, o desempenho aquém do esperado da Natura Brasil, pressões sobre capital de giro, nível de endividamento ainda elevado e a limitação dos ganhos adicionais provenientes de iniciativas de redução de despesas”, pondera o Bradesco BBI.

Embora parte dos impactos negativos do trimestre seja considerada temporária, os analistas veem que a visibilidade sobre a recuperação dos resultados segue reduzida e creem que momento exisge cautela até que surjam evidências mais concretas de estabilização das vendas e retomada sustentável da rentabilidade.

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“Apesar da força das marcas, da posição de liderança em diversos segmentos e do histórico de boa geração de caixa, a companhia ainda precisa demonstrar maior consistência na execução de seu plano de recuperação”, ponderam.

Somado a isso, o ambiente de juros elevados aumenta a relevância do endividamento e pode continuar pressionando o resultado financeiro nos próximos trimestres.

Queda de receita no radar

Na quarta-feira (8), a Natura divulgou ao mercado resultados preliminares referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26), antecipando uma potencial queda na receita líquida consolidada do período, estimada entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões, implicando uma redução anual entre 9% e 10%.

A empresa do setor de cosméticos citou o ambiente de consumo desaquecido no Brasil e ajustes operacionais internos como fatores que pressionaram a receita líquida no período de abril a junho, em uma magnitude maior do que a inicialmente prevista.

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Quanto à rentabilidade, no entanto, a Natura espera uma expansão trimestral na margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), em função de menores despesas sequenciais com rescisões e captura de eficiências do novo modelo operacional.

De acordo com a empresa, essa melhoria compensa parcialmente o impacto negativo da desalavancagem operacional. As informações divulgadas são preliminares, não auditadas e sujeitas a revisão, ajustes e acréscimos.

“O objetivo desta divulgação é garantir a ampla, simultânea e equitativa disseminação de informações relevantes ao mercado, tendo em vista a evolução das informações disponíveis à administração durante o processo de fechamento trimestral”, diz a empresa.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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