Giro do Mercado

O detalhe da reunião do Fed que deixou o mercado em alerta, segundo gestor da GT Capital

30 jul 2026, 13:38
Federal Reserve Fed Fomc EUA Estados Unidos 4
Foto: yalcinsonat1/iStock

A decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros nos Estados Unidos era amplamente esperada pelo mercado. No entanto, para Nicolas Gass, head de alocação de investimentos da GT Capital, o maior destaque da reunião foi a falta de consenso entre os dirigentes da autoridade monetária e o tom da comunicação adotada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista ao Giro do Mercado, nesta quinta-feira (30), o especialista afirmou que embora boa parte dos investidores esperasse uma sinalização mais clara sobre os próximos passos da política monetária, o comunicado acabou aumentando as dúvidas sobre o futuro dos juros norte-americanos.

“A manutenção da taxa de juros era esperada, mas o que surpreendeu foi a divisão entre os dirigentes do Federal Reserve. A falta de diretrizes claras criou incertezas sobre a função de reação do Fed e criou um temor de perda de influência do Banco Central”, explicou.

Veja a análise completa no Giro do Mercado:

Na avaliação de Gass, o cenário ainda aponta para a possibilidade de um novo aumento dos juros, mas fatores externos, como a escalada das tensões geopolíticas, dificultam qualquer previsão mais firme.

“Temos uma alta de juros no radar, mas ainda é um cenário inseguro com as novas movimentações da guerra, o que causa muita volatilidade. É provável que uma alta de juros aconteça para conter a economia americana”, disse.

Inflação segue como principal preocupação

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o executivo, a inflação dos Estados Unidos continua sendo um dos principais fatores que sustentam uma postura mais cautelosa por parte do Fed.

Ele destaca que a instabilidade no cenário internacional pode manter os preços pressionados nos próximos meses e lembra que a inflação acumulada ainda permanece bem acima da meta de 2% perseguida pelo banco central americano.

“Temos uma probabilidade alta da inflação americana ficar mais pressionada no curto e médio prazo. Precisamos entender o impacto real dessa instabilidade sobre a inflação cheia. Além disso, a inflação acumulada segue quase o dobro da meta”, apontou.

Microsoft justifica investimentos em IA e Meta ainda precisa convencer

Além da política monetária, Gass comentou os resultados trimestrais das gigantes de tecnologia Microsoft e Meta, que superaram as expectativas do mercado. Apesar dos números positivos, ele ressalta que os investidores seguem atentos ao elevado volume de investimentos em Inteligência Artificial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Os resultados da Microsoft e da Meta vieram acima do esperado, mas existe uma questão importante: o capex bilionário voltado para inteligência artificial. O mercado quer entender como esses investimentos vão se transformar em receita”, explicou.

Na avaliação do especialista, a Microsoft tem conseguido demonstrar um retorno mais claro sobre esses aportes, especialmente por meio do crescimento da divisão de computação em nuvem.

Já no caso da Meta, Gass avalia que o desempenho operacional continua sendo sustentado principalmente pelo negócio de publicidade digital.

Para o head de alocação da GT Capital, o mercado tende a olhar menos para o tamanho dos investimentos e mais para sua capacidade de gerar retorno financeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O que acaba precificando a ação é a razão por trás dos números. O investimento em IA, por si só, não é atrativo para os investidores. A Microsoft está conseguindo justificar esses investimentos, enquanto a Meta ainda enfrenta dificuldades para superar o temor da IA”, concluiu.

*Com supervisão de Juliana Américo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar