EcoRodovias (ECOR3) tem prejuízo de R$ 10,1 milhões, mas anuncia dividendos: confira
A EcoRodovias (ECOR3) reportou prejuízo líquido de R$ 10,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 146,7 milhões registrado um ano antes.
Além dos números, a EcoRodovias anunciou o pagamento de R$ 210,4 milhões em dividendos referentes ao exercício de 2025, equivalentes a R$ 0,30244837665 por ação. Terão direito aos proventos os acionistas posicionados em 12 de maio, com as ações passando a ser negociadas ex-dividendos a partir de 13 de maio. O pagamento será realizado em 12 de junho.
Segundo a companhia, no documento publicado na noite desta quinta-feira (7), o balanço foi pressionado principalmente pela amortização integral do saldo remanescente do ativo intangível da Ecovias Sul após o encerramento do contrato de concessão.
Apesar do prejuízo contábil, a companhia apresentou avanço operacional no trimestre. A receita líquida ajustada somou R$ 1,81 bilhão, alta de 8,5% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado avançou 12%, para R$ 1,4 bilhão. A margem Ebitda ajustada ficou em 77,6%, expansão de 2,4 pontos percentuais.
“O desempenho operacional e a gestão eficiente de custos impulsionaram o Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado, no entanto, o lucro líquido foi reduzido pela amortização integral do saldo remanescente do ativo intangível (não-caixa) da Ecovias Sul, em razão do encerramento do contrato de concessão”, afirmou a companhia no release de resultados.
A EcoRodovias destacou ainda que, desconsiderando os efeitos da Ecovias Sul, o lucro líquido teria sido de R$ 77,1 milhões no trimestre.
O tráfego consolidado cresceu 20,6% no trimestre, enquanto o tráfego comparável teve alta de 0,4%, puxado pelos veículos pesados, que avançaram 1,5%. Segundo a companhia, “o crescimento do tráfego na Ecovias Imigrantes deve-se, principalmente, ao aumento das exportações de açúcar”, enquanto na Ecovias Capixaba o movimento refletiu “o ciclo de celulose da região”.
Nas concessões rodoviárias, a receita líquida ajustada da EcoRodovias totalizou R$ 1,81 bilhão no primeiro trimestre, alta de 8,5% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento do tráfego, reajustes tarifários e novas praças de pedágio. Já o Ecoporto Santos registrou queda de 7,4% na receita, para R$ 127,6 milhões, “devido à redução de contratos spot”, segundo a empresa.
Os custos operacionais e despesas administrativas cresceram 17,9%, para R$ 1,76 bilhão, pressionados pelo início de operação das novas concessões e pela amortização extraordinária ligada à Ecovias Sul.
O resultado financeiro líquido piorou 22,4%, chegando a despesa de R$ 763,1 milhões. Segundo a companhia, a piora ocorreu “devido ao aumento do CDI”, ao avanço das debêntures indexadas ao IPCA e ao crescimento dos financiamentos do BNDES para suportar o plano de investimentos.
A dívida líquida encerrou março em R$ 22,2 bilhões, alta de 4% em relação ao fim de 2025. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado ficou em 3,9 vezes, praticamente estável na comparação anual.
O capex da companhia somou R$ 973,7 milhões no trimestre, alta de 3,2%, concentrado principalmente em obras de ampliação de capacidade nas concessões Rio Minas, Noroeste Paulista, Araguaia e Capixaba.
A empresa destacou “as obras em evolução na Ecovias Rio Minas, por meio do desenvolvimento da ponte sobre o Rio Doce”, além de intervenções na Dutra e no trecho Magé-Manilha.