Localiza (RENT3) tem lucro de R$ 1,2 bilhão, alta de 45%, com ajuda de seminovos
A Localiza (RENT3) registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 45% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, em documento publicado na noite desta quinta-feira (7), o setor de seminovos foi quem mais impulsionou o balanço.
Excluindo o ganho extraordinário de R$ 177 milhões, após impostos, relacionado ao desinvestimento de subsidiárias, o lucro teria sido de R$ 1,045 bilhão — acima de R$ 1 bilhão pela primeira vez em um trimestre.
A receita líquida consolidada somou R$ 12,284 bilhões, avanço anual de 21,2%, enquanto o Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) cresceu 23,7%, para R$ 4,116 bilhões.
Segundo a Localiza, o trimestre foi marcado por “consistência e disciplina de planejamento e execução”, além do avanço na recomposição dos retornos da operação.
No Aluguel de Carros (RAC), a receita líquida avançou 8,5%, para R$ 2,789 bilhões, puxada pela alta de 7% na diária média, para R$ 157,40, e pela melhora da taxa de utilização da frota, que subiu para 82,1%.
A margem Ebitda da divisão avançou 2,2 pontos percentuais, para 67,4%, beneficiada pela recomposição de preços, maior produtividade e melhora nos custos de manutenção e preparação dos veículos.
Já em Gestão de Frotas, a receita líquida cresceu 3,8%, para R$ 2,323 bilhões. A companhia explica que segue reduzindo exposição aos contratos de uso severo e direcionando capital para segmentos considerados mais rentáveis, como assinatura e frotas corporativas.
Em Seminovos, destaque do período, a receita disparou 34,5%, para R$ 7,106 bilhões, após a venda recorde de 95.384 veículos no trimestre. O Ebitda da divisão mais do que dobrou, crescendo 105,2%, para R$ 217,1 milhões.
A Localiza defende que o desempenho refletiu maior volume vendido, melhora do mix de canais e preços ainda saudáveis no mercado de usados.
Do lado das despesas, a empresa afirmou que os custos financeiros líquidos aumentaram R$ 69 milhões no trimestre, pressionados pelo maior CDI e pelo crescimento da dívida média.
Ainda assim, a dívida líquida caiu 2,8% em relação ao fim de 2025, encerrando março em R$ 30,198 bilhões. A alavancagem medida por dívida líquida/Ebitda recuou para 2,08 vezes.
A Localiza encerrou o trimestre com caixa de R$ 10,914 bilhões.