Resultados

Vivara (VIVA3): Lucro cai 28%, para R$ 88,2 milhões, com peso financeiro

07 maio 2026, 18:43 - atualizado em 07 maio 2026, 18:43
vivara
(Imagem: Flávya Pereira/Money Times)

A Vivara (VIVA3) registrou lucro líquido de R$ 88,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 27,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a companhia, o desempenho foi pressionado por menores patamares de subvenção, maiores despesas financeiras e menor contribuição da linha de imposto de renda.

“O resultado financeiro refletiu a elevação do CDI, o impacto dos juros das debêntures emitidas no segundo semestre de 2025 e um efeito não caixa decorrente da marcação a mercado de instrumento derivativo associado a dívida em moeda estrangeira”, afirmou a Vivara no release de resultados, divulgado na noite desta quinta-feira (7).

A receita líquida somou R$ 595,5 milhões, avanço de 10,9% na comparação anual. Já a receita bruta, líquida de devoluções, cresceu 13,8%, para R$ 751,8 milhões, impulsionada pelo avanço de 9,7% das vendas mesmas lojas e pela alta de 16,2% nas vendas digitais.

Por categoria, Joias foi o destaque, com crescimento de 18,1%, para R$ 388,7 milhões, beneficiada por alta de 7% no ticket médio e de 10,3% no volume. A Life avançou 8,2%, para R$ 252,8 milhões, enquanto Relógios cresceu 17,6%, para R$ 97,8 milhões. Acessórios e serviços recuaram 14%, para R$ 12,6 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) somou R$ 96,7 milhões, queda de 2,1%, com margem de 16,2%, recuo de 2,2 pontos percentuais. Em base comparável, segundo a Vivara, o Ebitda teria crescido 14,1%, com margem estável, ao ajustar os efeitos de subvenção e tributos incidentes em Manaus.

Os detratores do resultado da Vivara

As despesas operacionais subiram 20,2%, para R$ 319,1 milhões. As despesas com vendas avançaram 20,4%, para R$ 255,3 milhões, refletindo maiores investimentos em marketing para datas sazonais, aumento de frete com o novo centro de distribuição no Espírito Santo e despesas pré-operacionais de lojas.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 15 milhões no trimestre, ante despesa de R$ 2,1 milhões no 1T25. Segundo a Vivara, a piora refletiu principalmente a alta do CDI, os juros das debêntures emitidas no segundo semestre de 2025 e um efeito não caixa relacionado à marcação a mercado de derivativos atrelados a dívida em moeda estrangeira.

Já os benefícios fiscais ligados à operação em Manaus perderam força no período: a receita de subvenção caiu 20,3%, para R$ 65 milhões, enquanto a menor produção da fábrica reduziu também o reconhecimento de imposto de renda diferido associado às vendas intercompany entre manufatura e varejo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dívida líquida encerrou março em R$ 246,6 milhões, abaixo dos R$ 321,4 milhões de um ano antes. A alavancagem, medida por dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 0,3 vez, ante 0,5 vez no primeiro trimestre de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar