Vivara (VIVA3): Lucro cai 28%, para R$ 88,2 milhões, com peso financeiro
A Vivara (VIVA3) registrou lucro líquido de R$ 88,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 27,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a companhia, o desempenho foi pressionado por menores patamares de subvenção, maiores despesas financeiras e menor contribuição da linha de imposto de renda.
“O resultado financeiro refletiu a elevação do CDI, o impacto dos juros das debêntures emitidas no segundo semestre de 2025 e um efeito não caixa decorrente da marcação a mercado de instrumento derivativo associado a dívida em moeda estrangeira”, afirmou a Vivara no release de resultados, divulgado na noite desta quinta-feira (7).
A receita líquida somou R$ 595,5 milhões, avanço de 10,9% na comparação anual. Já a receita bruta, líquida de devoluções, cresceu 13,8%, para R$ 751,8 milhões, impulsionada pelo avanço de 9,7% das vendas mesmas lojas e pela alta de 16,2% nas vendas digitais.
Por categoria, Joias foi o destaque, com crescimento de 18,1%, para R$ 388,7 milhões, beneficiada por alta de 7% no ticket médio e de 10,3% no volume. A Life avançou 8,2%, para R$ 252,8 milhões, enquanto Relógios cresceu 17,6%, para R$ 97,8 milhões. Acessórios e serviços recuaram 14%, para R$ 12,6 milhões.
O Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) somou R$ 96,7 milhões, queda de 2,1%, com margem de 16,2%, recuo de 2,2 pontos percentuais. Em base comparável, segundo a Vivara, o Ebitda teria crescido 14,1%, com margem estável, ao ajustar os efeitos de subvenção e tributos incidentes em Manaus.
Os detratores do resultado da Vivara
As despesas operacionais subiram 20,2%, para R$ 319,1 milhões. As despesas com vendas avançaram 20,4%, para R$ 255,3 milhões, refletindo maiores investimentos em marketing para datas sazonais, aumento de frete com o novo centro de distribuição no Espírito Santo e despesas pré-operacionais de lojas.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 15 milhões no trimestre, ante despesa de R$ 2,1 milhões no 1T25. Segundo a Vivara, a piora refletiu principalmente a alta do CDI, os juros das debêntures emitidas no segundo semestre de 2025 e um efeito não caixa relacionado à marcação a mercado de derivativos atrelados a dívida em moeda estrangeira.
Já os benefícios fiscais ligados à operação em Manaus perderam força no período: a receita de subvenção caiu 20,3%, para R$ 65 milhões, enquanto a menor produção da fábrica reduziu também o reconhecimento de imposto de renda diferido associado às vendas intercompany entre manufatura e varejo.
A dívida líquida encerrou março em R$ 246,6 milhões, abaixo dos R$ 321,4 milhões de um ano antes. A alavancagem, medida por dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 0,3 vez, ante 0,5 vez no primeiro trimestre de 2025.