Fundo imobiliário da XP conclui compra de R$ 919 milhões em galpões logísticos; veja projeção de dividendos
O fundo imobiliário XP Log (XPLG11) anunciou, por meio de fato relevante, que concluiu a aquisição de um portfólio de galpões logísticos avaliado em aproximadamente R$ 919,1 milhões, no âmbito da sua 9ª emissão de cotas.
Segundo o comunicado divulgado ao mercado, a maior parte do pagamento, de cerca de R$ 895,5 milhões, será feita via subscrição de novas cotas pelos vendedores, enquanto R$ 23,6 milhões serão pagos em dinheiro.
A transação envolve a compra de participações totais e parciais em seis ativos localizados no estado de São Paulo, que somam mais de 300 mil metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL).
Entre os destaques, está o Condomínio Modular Piracicaba II, com cerca de 162 mil m², ainda em fase final de obras e com entrega prevista para o segundo trimestre de 2026. O empreendimento já conta com 75% da área alugada.
Os demais galpões — situados em Atibaia, Jarinu e Jundiaí — já apresentam elevada ocupação, com cerca de 98% da ABL média locada, garantindo, de acordo com o fundo, geração de receita imediata.
Um dos pontos centrais da operação é a estrutura de proteção de renda no ativo em desenvolvimento em Piracicaba.
Isso porque o vendedor se comprometeu a pagar prêmios de locação ao XPLG11, em três fases, que podem chegar a cerca de R$ 5,2 milhões por mês inicialmente, reduzindo riscos até a estabilização do imóvel.

Como fica o portfólio
Com as aquisições, o XP Log passa a ter um patrimônio líquido (PL) de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos e 1,72 milhão de m² de ABL.
A carteira de locatários passa a ser composta por 95 companhias diferentes, sendo que 38% da receita provém de contratos atípicos.

A gestão do FII destacou que o movimento ocorre em um momento favorável para o setor logístico, marcado por baixa vacância — abaixo de dois dígitos — e aumento nos preços de aluguel.
Apesar do avanço do portfólio, a expectativa do XPLG11 é de manutenção dos dividendos no curto prazo, em torno de R$ 0,82 por cota ao mês, considerando as condições atuais.