Ministério da Fazenda

Galípolo nega ser cotado para a Fazenda e diz que está feliz no BC: ‘Adoro o meu emprego’

27 out 2026, 12:34 - atualizado em 27 out 2026, 12:55
sabatina presidente banco central gabriel galípolo pix
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil (Imagem: Diogo Zacarias/MF)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (27) que não está sendo cotado para assumir o Ministério da Fazenda no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Questionado se deixaria o BC antes do fim de seu mandato caso fosse convidado para a pasta, Galípolo disse estar feliz no cargo e lembrou que seu mandato termina no fim de 2028.

Durante a coletiva de apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira, ele afirmou que seu nome foi mencionado por pessoas do mercado em reportagens, mas negou que isso signifique que esteja sendo cotado para o ministério.

“Não existe eu estar sendo cotado, nada disso relativo à Fazenda”, disse.

Galípolo também afirmou que gosta do trabalho que ocupa atualmente, apesar dos desafios.

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“Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que o que eu estou. Adoro o meu emprego”, declarou.

O presidente do BC disse ainda que já se preocupa com o tempo disponível para concluir algumas medidas. “Estou muito contente aqui, estou feliz aqui”, afirmou.

Ao ser novamente questionado se consideraria deixar o cargo caso recebesse um convite para a Fazenda, Galípolo repetiu que seu mandato termina no fim de 2028.

Quem pode assumir a Fazenda?

Após a reeleição de Lula, a formação da equipe econômica para o próximo mandato entrou no radar do mercado. Em relatório sobre a composição do governo, o BTG Pactual afirmou que a escolha para o comando da Fazenda ainda está em aberto e que as conversas sobre os cargos estão em fase inicial.

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Entre os nomes citados pelo banco está o do vice-presidente Geraldo Alckmin. Na avaliação do BTG, sua indicação poderia sinalizar ao mercado uma maior disposição do governo para negociar medidas de ajuste fiscal e conter o avanço dos gastos públicos.

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, também aparece entre as possibilidades. Segundo o relatório, ele é visto no PT como um nome capaz de combinar formação técnica, experiência no mercado e perfil conciliador.

O banco pondera, porém, que uma eventual saída do governo estadual recém-conquistado tornaria a escolha politicamente mais complexa. A falta de experiência de Fonteles na interlocução com o Congresso e na gestão das finanças públicas federais também é apontada como um ponto de atenção.

Outra possibilidade mencionada é a permanência do atual ministro, Dario Durigan. O BTG observa, contudo, que seu nome tem sido citado com mais frequência para comandar um banco público, diante da avaliação de que a Fazenda precisará de um titular com maior peso político para negociar com o novo Congresso.

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Já o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, tende a permanecer na Esplanada, segundo o banco. Embora a expectativa seja de que continue no cargo atual, a possibilidade de assumir a Fazenda não está descartada.

Sobre Galípolo, o BTG avaliou no relatório que ele não seria uma opção efetiva para o ministério. O banco atribuiu essa leitura a um desgaste na relação do presidente do BC com o Palácio do Planalto ao longo de 2026, especialmente em torno da condução dos juros.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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