Minha Casa Minha Vida

Governo tem intensas rodadas de conversas sobre proposta de mudanças no MCMV, diz secretário

17 ago 2026, 12:48
construtoras minha casa minha vida construção civil
Programa Minha Casa Minha Vida. (Imagem: Divulgação/Montagem: Isabelle Santos)

A proposta de corte de juros e ampliação do Minha Casa, Minha Vida está sendo alvo de “debates intensos” dentro do governo federal, mas ainda sem uma definição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Teve a proposta apresentada, mas não há uma decisão tomada. Estamos estudando e avaliando dentro do governo os impactos orçamentários e sobre o público”, afirmou o secretário nacional de Habitação, Augusto Rabelo, órgão vinculado ao Ministério das Cidades. “Estamos em intensas rodadas de conversas e, tão logo tenhamos uma definição, vamos comunicar”, acrescentou.

Conforme revelou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a proposta foi enviada pelas construtoras ao governo federal no fim de junho.

Ela consiste em cortar os juros nas faixas 3 e 4 do Minha Casa Minha Vida na ordem 1 ponto porcentual, além de elevar a faixa 4 para um público com renda mensal de até R$ 21 mil e imóveis de até R$ 1,2 milhão. Se a proposta for concretizada, representará a maior expansão do programa habitacional desde a sua criação.

“Tudo isso está em consideração. O que posso sinalizar é agora que estamos dialogando”, acrescentou Rabelo, lembrando que a política habitacional é uma prioridade para o governo federal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O secretário participou de um debate sobre financiamento imobiliário realizado nesta segunda-feira, 17, durante a conferência anual do Santander.

Na ocasião, ele citou que todas as faixas do MCMV têm mostrado um desempenho considerado satisfatório pelo governo. Entretanto, apontou que a faixa 4 (para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil) ainda pode ser aperfeiçoada.

Essa faixa foi criada no ano passado como forma de atender a classe média. Ela tem subido o número de contratações pouco a pouco, mas ainda pode melhorar, apontou Rabelo. “Ela está respondendo, mas é a faixa em que dedicamos um olhar sobre o que mais poderíamos fazer para avançar”, comentou.

Um destaque no MCMV, segundo ele, tem sido o avanço da faixa 1 (dedicada a famílias com renda de até R$ 3,2 mil) que já representa quase 40% das contratações. “Para nós, isso é muito positivo, pois é aí que mais se combate o déficit da habitação.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O secretário nacional destacou também que o governo Lula ampliou, de modo significativo, as contratações no MCMV. Em 2023, o programa financiou 491 mil unidades, enquanto em 2026 tende a passar de 800 mil. Em paralelo, a destinação de recursos do FGTS para o programa triplicou nesse período.

“O financiamento habitacional no MCMV bate recordes ano atrás de ano”, ressaltou, ponderando que o uso do FGTS tem sido feito com cautela, de modo a garantir a sustentabilidade do fundo no longo prazo.

Rabelo disse ainda que a destinação de recursos do fundo social do pré-sal para o MCMV foi um marco importante para a política habitacional. Segundo ele, o fundo social tende a dar uma contribuição crescente para o segmento. “O fundo social do pré-sal nos ajuda a dar confiabilidade na expansão dentro do Minha Casa, Minha Vida”, declarou. “A perspectiva para uso do fundo social nos próximos quatro anos é muito positiva.”

O fundo social é abastecido por recursos originados com a exploração do pré-sal e tem sido alvo de interesse de vários setores produtivos. Desde o ano passado, uma parte do seu orçamento foi carimbada para o MCMV, com foco na faixa 4 (as demais são atendidas pelo FGTS).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante o debate, Rabelo disse que há abertura do governo para discussão sobre o uso do fundo social do pré-sal para atender às demais faixas. “Se será utilizado para faixa 1, 2, 3. será tema de debate dentro do governo.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar