Grãos ficam voláteis em Chicago antes de relatórios do USDA
Os contrados futuros de grãos negociados na bolsa de Chicago tiveram uma sessão nesta segunda-feira (10) de altas e baixas, à medida que os operadores ajustavam suas posições antes do tão aguardado relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para quarta-feira, no qual a agência divulgará estimativas de produção e área plantada.
Os futuros de trigo receberam algum suporte, já que os riscos de guerra às enormes exportações do Mar Negro pairavam sobre o mercado. O contrato de trigo mais negociado fechou com alta de 0,75 centavo, a US$ 6,405 por bushel.
A Ucrânia reduziu sua previsão de exportação de grãos para a safra 2026/27 (julho a junho) em até 12% em relação à projeção anterior, informou o ministro da Agricultura à Reuters na segunda-feira, citando os ataques russos ao centro portuário de Odessa, no sul do país.
A previsão mais baixa para as exportações de grãos ressalta os danos causados pelos ataques a um país que despacha mais de 90% de suas exportações de grãos por meio dos portos marítimos. Os produtos agrícolas representam a maior parcela das exportações totais da Ucrânia.
A Ucrânia e a Rússia têm atacado cada vez mais navios e portos em seu conflito, que já dura quatro anos e meio. No entanto, ambos os países estão colhendo safras abundantes que poderiam reforçar os já amplos estoques globais.
O milho fechou com queda de 0,25 centavo, a US$ 4,6175 por bushel, enquanto a soja encerrou com alta de 3,25 centavos, a US$11,795 por bushel.
“Os mercados estão em compasso de espera e se posicionando antes do relatório do USDA na quarta-feira. O maior debate provavelmente gira em torno da área plantada — esses são os números decisivos”, disse Dan Basse, presidente da AgResource Company.
Os mercados de grãos vinham se recuperando das mínimas de várias semanas atingidas na semana passada, impulsionados pela desvalorização do dólar e por uma recuperação do preço do petróleo devido à incerteza sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, os preços do trigo estão bem abaixo das máximas de mais de US$7 por bushel atingidas no mês passado, quando começaram as interrupções nas exportações do Mar Negro, mas ainda apresentam alta de quase 30% no acumulado do ano.
Os participantes do mercado estão lidando com o impacto das condições climáticas severas de julho nas safras de milho dos EUA, embora o retorno das chuvas na semana passada tenha amenizado as preocupações com perdas de rendimento.