Eleições 2026

Haddad admite que eleição em São Paulo pode acabar no 1º turno, mas rejeita efeito sobre Lula no 2º turno

24 set 2026, 14:24 - atualizado em 24 set 2026, 14:33
Fernando Haddad admite que eleição em São Paulo pode terminar no primeiro turno (Pedro Pereira/Market Makers)

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) admitiu a hipótese, nesta quinta-feira (24), de a eleição para o governo paulista ser definida no primeiro turno. Contudo, o ex-ministro da Fazenda rejeitou a ideia de que uma eventual vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nessa etapa significaria uma derrota do seu aliado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Estado, num eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), apoiado pelo adversário.

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Durante sabatina do Metrópoles, Haddad foi questionado sobre a hipótese de Lula disputar um segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) sem ter o seu palanque na corrida estadual, caso a eleição paulista termine na primeira etapa. “Não tem esse automatismo. Eu falo isso com base na experiência”, respondeu.

Haddad citou eleições anteriores em São Paulo para sustentar o argumento de que o resultado da disputa estadual não necessariamente se transfere para a presidencial. Segundo ele, houve eleições em que o governo paulista foi definido no primeiro turno sem que isso determinasse o resultado da corrida ao Planalto.

O petista também ponderou que a possibilidade de a eleição paulista terminar no primeiro turno decorre da concentração da disputa em dois nomes. Segundo Haddad, quando há outros candidatos pontuando, a soma desses votos pode impedir que um dos líderes alcance a maioria necessária para encerrar a disputa já na primeira etapa.

“Quando só tem dois, como é que vai levar para o segundo turno?”, afirmou. Na sequência, reconheceu a possibilidade de definição antecipada: “Pode acabar no primeiro turno? Claro, só tem dois candidatos (pontuando). pode”.

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Apesar disso, Haddad disse não considerar o cenário encerrado. “Eu entendo a ansiedade de querer dizer que tá tudo liquidado, mas não, tá tudo em aberto. E nós temos dez dias pela frente muito importantes”, afirmou.

Para Haddad, temas nacionais têm concentrado a atenção do eleitorado nesta reta final da campanha. “Os temas que estão chamando atenção no Brasil não são os temas estaduais”, afirmou.

O petista afirmou que assuntos nacionais têm tomado espaço do debate estadual e citou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), investigações em andamento e episódios envolvendo Flávio Bolsonaro. “Eu acho que tudo tá muito contaminado por esse debate”, disse.

“O Brasil inteiro está discutindo a crise do Supremo”, afirmou Haddad, antes de citar uma série de investigações e acusações envolvendo Flávio. Questionado se essa nacionalização prejudicava sua campanha em São Paulo, respondeu: “Prejudica porque acaba sobrando menos tempo”.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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