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Hapvida (HAPV3): Bradesco BBI rebaixa recomendação e corta R$ 5 do preço-alvo

30 abr 2026, 12:25 - atualizado em 30 abr 2026, 12:25
Hapvida HAPV3 Ações
(Imagem: iStock.com/Sergii Chervov | Montagem: Anna Zeferino)

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação das ações da Hapvida (HAPV3) de compra para neutra nesta quinta-feira (30).

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O banco também cortou o preço-alvo de R$ 19 para R$ 14 no final de 2026, o que ainda representa um potencial de valorização de 19,1% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem, HAPV3 terminou o dia cotada a R$ 11,75.

Hoje, as ações operam em queda na B3. Por volta de 12h (horário de Brasília), HAPV3 caía 1,53%, a R$ 11,57, liderando a ponta negativa do Ibovespa (IBOV).

Desde janeiro, os papéis da companhia acumulam queda de 21,5% com mudanças no alto escalão e participação da família fundadora no capital social da companhia.



Na visão dos analistas Márcio Osako e Larissa Monte, a revisão deve-se a uma combinação de fatores: fraco momentum de resultados, baixa visibilidade e valuation esticado no curto prazo, apesar de uma margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) “ainda deprimida”.

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Nas contas da dupla, as ações HAPV3 estão sendo negociadas a cerca de 20x preço/lucro (P/L) em 2026, frente a 16x P/L de Rede D’Or (RDOR3).

“Ressaltamos também a elevada sensibilidade do valuation da companhia à margem Ebitda, dado o alto nível de alavancagem (2,4x dívida líquida/Ebitda anualizado), sendo que cada 1 ponto percentual de variação na margem altera nosso preço-alvo em cerca de R$ 7 por ação”, escreveram os analistas em relatório.

O que esperar de Hapvida?

Para o Bradesco BBI, a Hapvida deve apresentar “alguma” melhora sequencial na sinistralidade e na margem Ebitda no balanço do primeiro trimestre (1T26).

Contudo, os analistas destacam que os números seguem pressionados em base anual, com queima de caixa de R$ 65 milhões relacionada a um acordo de R$ 200 milhões com o vendedor da NotreDame Intermédica.

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O banco também projeta uma redução líquida de 70 mil beneficiários entre janeiro e março deste ano.

Para 2026, o BBI projeta um avanço de 8,5% da margem Ebitda e crescimento de 9,4% no ano seguinte, “com a recuperação concentrada principalmente na melhora da sinistralidade”

“Ainda assim, a ausência de alavancagem operacional, o crescimento moderado de receitas e iniciativas comerciais voltadas à recuperação de beneficiários no Sudeste devem limitar a velocidade dessa melhora”, afirmaram os analistas em relatório.

Setor de saúde

O Bradesco BBI manteve a recomendação de compra para as ações da Rede D’Or (RDOR3) e Mater Dei (MATD3), considerando que as companhias estão em um melhor momentum operacional e valuation mais atrativo.

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O banco também tem uma visão construtiva para Dasa (DASA3) no curto prazo.

Os analistas, por sua vez, reforçaram a perspectiva cautelosa com Oncoclínicas (ONCO3) e Qualicorp (QUAL3) “diante dos desafios operacionais e de crescimento”.

Confira as recomendações do Bradesco BBI para o setor:

EmpresaTickerRecomendaçãoPreço-alvoPreço Atual (29/04/2026)Upside*
PanvelPNVL3NeutraR$ 16,00R$ 13,3120,2%
Hypera PharmaHYPE3CompraR$ 28,00R$ 22,7323,2%
QualicorpQUAL3NeutraR$ 3,80R$ 1,71122,2%
HapvidaHAPV3NeutraR$ 14,00R$ 11,7519,1%
Blau FarmacêuticaBLAU3NeutraR$ 11,00R$ 9,8911,2%
DasaDASA3NeutraR$ 3,80R$ 2,9727,9%
Rede D’OrRDOR3CompraR$ 47,00R$ 37,7424,5%
Mater DeiMATD3NeutraR$ 8,00R$ 5,6342,1%
RD SaúdeRADL3Compra (Top Pick)R$ 17,00R$ 21,4526,2%
ViveoVVEO3NeutraR$ 1,90R$ 1,4134,8%
OncoclínicasONCO3VendaR$ 2,80R$ 1,5383,0%
Pague MenosPGMN3CompraR$ 9,50R$ 5,4456,3%
Fonte: Bradesco BBI/Ágora Investimentos

*Upside: valorização potencial em reação aos preços de fechamento anterior: 29 de abril de 2026.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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