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IA no SP 500: fornecedores além das gigantes mostram crescimento e receita

03 jul 2026, 10:45 - atualizado em 03 jul 2026, 10:45
mão robótica e mão de humano quase se tocando, com AI escrito no meio
Inteligência artificial - Foto: Unsplash

Durante muito tempo, a narrativa da inteligência artificial nos mercados ficou concentrada nas chamadas “Sete Magníficas” (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Tesla, Nvidia e Meta). Elas foram vistas como as principais protagonistas da revolução da IA e concentraram boa parte da atenção dos investidores.

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No entanto, a liderança recente dentro do S&P 500 mostra que essa história se tornou mais ampla. Algumas das ações com melhor desempenho no ano não são, necessariamente, as grandes plataformas de tecnologia, mas empresas que fornecem componentes, equipamentos e infraestrutura essenciais para que essa transformação aconteça.

Essa dinâmica aparece com clareza na cadeia de fornecedores. Empresas como SanDisk, Seagate, Dell, Micron, Corning, Western Digital, Flex e Marvell têm entre seus principais clientes nomes como Nvidia, Microsoft, Amazon, Apple, Meta e Google.

Mesmo companhias como Applied Materials e Intel, que aparecem como exceções parciais, também estão inseridas nessa rede, seja pela exposição direta a grandes clientes de tecnologia, seja pela ligação com fabricantes de chips e memória, como SK Hynix, Samsung, Micron, TSMC e a própria Intel.

A conclusão é que o capex bilionário das grandes empresas de tecnologia está se transformando em receita para uma cadeia muito mais ampla de beneficiários. O que aparece como investimento pesado em inteligência artificial nos balanços das hyperscalers, as grandes provedoras globais de nuvem e infraestrutura digital, representa, do outro lado, crescimento de vendas para fornecedores de chips, memória, armazenamento, hardware, equipamentos e materiais.

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Por isso, a tese de IA deixou de ser apenas uma história das “Sete Magníficas” e passou a envolver também as empresas que tornam fisicamente possível essa nova infraestrutura.

Esse movimento reforça a ideia de que a inteligência artificial deixou de beneficiar apenas as grandes plataformas e passou a alcançar uma cadeia mais ampla de companhias ligadas à sua infraestrutura. Ao mesmo tempo, exige mais seletividade. Nem todos os nomes associados ao tema conseguirão sustentar crescimento, rentabilidade e geração de caixa ao longo do tempo.

Por isso, o investidor precisa ir além da narrativa e identificar negócios com vantagens competitivas claras, boa capacidade de execução e exposição real ao aumento estrutural da demanda por dados, infraestrutura e aplicações de IA.

Nesse contexto, os assinantes que acompanham nossa carteira Empiricus IA+Tech, antiga IA Cash estão bem posicionados para capturar movimentos como o observado nas ações da Snowflake, que, na nossa visão, pode representar apenas os estágios iniciais de uma tendência mais ampla dentro do ciclo de expansão da inteligência artificial.

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Economista e especialista em investimentos da Empiricus
Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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