Ibovespa retoma 174 mil pontos com alta de Vale (VALE3) e recordes em Wall Street; dólar cai a R$ 5
O Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência de cinco quedas e fechou em alta na segunda sessão de junho, seguindo o otimismo em Wall Street e a alta de ações “peso-pesado” do índice.
Nesta terça-feira (2), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com avanço de 1,16%, aos 174.197,10 pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0095, em queda de 0,26%.
Por aqui, o mercado acompanhou a decisão do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a implementação de uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil visto que determinadas práticas brasileiras seriam consideradas injustas com empresas norte-americanas.
A implementação da sobretaxação, porém, ainda depende de alguns passos para ser aprovada.
A proposta foi divulgada ontem (1º) em conjunto com os resultados da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que foi iniciada no ano passado para analisar possíveis irregularidades nas relações comerciais entre Estados Unidos e Brasil.
Além disso, hoje Trump assinou uma medida que reduz a tarifa de importação para derivados de aço e alumínio.
Altas e quedas do Ibovespa
Na contramão da véspera, as blue chips e a Vale (VALE3) impulsionaram o Ibovespa.
As ações da mineradora saltaram 4,04%, a R$ 85,00. A mineradora tem participação de 12% no índice. A Vale também figurou como a ação mais negociada da bolsa, com giro de capital de R$ 1,3 bilhões e 50,9 mil negócios.
O contrato mais negociado do minério de ferro, para setembro, fechou com alta de 0,77%, a 786,5 yuans (US$ 116,26) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China.
Entre as blue chips, o Bradesco (BBDC4) é o destaque. Os papéis do banco subiram 1,54%, a R$ 17,75, após duas sessões consecutivas de perdas após os EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “organizações terroristas”.
A designação elevou a cautela dos investidores quanto ao risco de sanções a instituições financeiras caso haja alguma relação direta ou indireta com atores desses grupos. Na avaliação de Julia Thomson, da Eurasia Group, ainda é “improvável” alguma medida ou sanção contra bancos por ora.
Já os papéis da Petrobras (PETR4;PETR3) fecharam em baixa com o recuo do petróleo. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto terminaram o dia com avanço de 1,07%, a US$ 96,00 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
A PETR4 recuou 0,53% (R$ 41,57), enquanto a PETR3 tiveram perda de 0,62% (R$ 46,47).
A ponta positiva do índice foi liderada pela CSN (CSNA3), que saltou 8,85%, a R$ 7,13, devido à redução da tarifa de importação dos EUA sobre o aço.
Por outro lado, a ponta negativa foi encabeçada pela Marcopolo (POMO4) com recuo de 2,78%, a R$ 5,95.
Exterior
Os índices de Wall Street fecharam com novos recordes, com máximas intradia do S&P 500 e Dow Jones.
Mais cedo, a agência de notícias do Irã Mehr afirmou que o país considera aceitar um acordo dos EUA para encerrar a guerra.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também escreveu na rede Truth Social que são “falsas” e “equivocadas” as notícias de que a comunicação com o Irã foi interrompida, afirmando que as negociações seguiram em curso nos últimos dias.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,45%, aos 51.307,79 pontos – no maior nível nominal histórico;
- S&P 500: +0,13%, aos 7.609,78 pontos – no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +0,03%, aos 27.093,901 pontos.
Na Europa, os índices fecharam em alta impulsionados pelo “boom da IA”. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações em alta de 0,66%, aos 625,34 pontos.
Na Ásia, os principais índices terminaram o pregão em tom positivo impulsionados pelo trade de IA. O índice de Nikkei, do Japão, recuou 0,30%, aos 66.734,24 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2,52%, aos 26.038,32 pontos.