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Ibovespa avança com IPCA-15 mais benigno; 5 coisas para saber antes de investir hoje (26)

26 ago 2026, 10:25 - atualizado em 26 ago 2026, 10:36
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Pessoas observam painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 (REUTERS/Paulo Whitaker)

O Ibovespa (IBOV) avança pela sexta sessão consecutiva com o dado da prévia da inflação mais benigno de agosto.

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Por volta de 10h23 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com alta de 0,86%, aos 176.080,39 pontos.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1596 (+0,37%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,20%, aos 99.111 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (26)

1 – IPCA-15 tem 1ª deflação do ano

A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), recuou 0,40% em agosto e fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 4,24%. A última vez que o índice registrou deflação foi em agosto de 2025, de 0,14%.

O número desacelerou na comparação mensal e anual, após alta de 0,06% em julho e de 4,52% no acumulado em 12 meses no mês anterior. O número indica que a inflação está dentro do teto da meta do Banco Central — de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

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A estimativa do mercado indicava uma queda de 0,30% para o IPCA-15 neste mês, de acordo com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast. Para 12 meses, a projeção era de 4,34%.

2 – Lula reduz vantagem em levantamento da Indexa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança na corrida presidencial das eleições de 2026, com 39% das intenções de voto no primeiro turno, de acordo com levantamento da Indexa Pesquisas e divulgado nesta quarta. Ele é seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 34%.

Na pesquisa, Lula variou 2 pontos porcentual negativamente ante os 41% de julho e o senador avançou 4 pontos sobre os 31% da pesquisa anterior. Com isso, a diferença entre ambos caiu de 10 para 5 pontos.

Contra Flávio Bolsonaro, Lula manteve os 46% das intenções de voto, mesmo porcentual de junho e julho, e o senador conseguiu 41%, alta de 2 pontos, no segundo turno. Brancos e nulos representaram 5%, enquanto 2% estavam indecisos e 6% não votariam.

3 – PCE acima do esperado

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O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos subiu 0,2% em julho, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) nesta quarta-feira.

No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve apontou para alta de 3,7% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano.

O dado veio ligeiramente acima do esperado pelos analistas da FactSet, que estimavam alta de 0,1% na comparação mensal e avanço de 3,6% no dado anual.

O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% no mês. No comparativo anual, o núcleo subiu 3,3%.

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Com isso, o mercado se dividiu mas apostas por alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) entre outubro e novembro.

4 – Ormuz em foco

Um acordo entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz ainda não foi finalizado, informou uma fonte iraniana de alto escalão à Reuters nesta quarta-feira, acrescentando que ambos os países ainda estavam trabalhando nos detalhes do acordo.

Na véspera, a agência de notícias russa RIA Novosti informou que os Estados Unidos e o Irã haviam chegado a um acordo de cessar-fogo. Em reação, os preços do petróleo chegaram a cair 5% no pregão eletrônico na terça-feira (25).

Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro recuava 1,64%, a US$ 85,84 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro operavam com baixa de 1,85%, a US$ 80,84 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

5 – Tese de IA nas mãos da Nvidia

A Nvidia (NVDA) publica seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26) no fechamento dos mercados desta quarta-feira (26) e os investidores devem voltar suas atenções para este número: US$ 200 bilhões.

Esse montante se refere a uma possível exposição em créditos fora do balanço é o número que Wall Street estará de olho — mais do que a própria receita da empresa, que tem sido um dos pontos de destaque nos resultados.

Voltando alguns passos, os vultosos gastos e investimentos com capital (capex) com teses de inteligência artificial (IA) são um dos pontos de atenção dos investidores para empresas do ramo de tecnologia.

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“Nosso cenário-base continua sendo de que os gastos com IA permanecerão robustos. Com base nas projeções mais recentes das empresas, elevamos nossa estimativa para os investimentos globais em capital voltados à IA para US$ 1,2 trilhão em 2027, ante cerca de US$ 900 bilhões em 2026″, escrevem os analistas do UBS BB.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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