Mercados

Ibovespa se afasta dos recordes e recua 1% com Vale (VALE3) e Wall Street; dólar sobe a R$ 5,24

30 jan 2026, 18:16 - atualizado em 30 jan 2026, 18:25
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) ficou no reboque de Wall Street e engatou a segunda queda consecutiva, encerrando a semana e o mês marcados por recordes.

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Nesta sexta-feira (30), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,97%, aos 181.363,90 pontos. 

Na semana, o Ibovespa subiu 1,40% . Já em janeiro, o índice avançou 12,56%, o maior ganho mensal desde novembro de 2020. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2476, com alta de 1,04%. Na semana, a divisa norte-americana acumulou queda de 0,73% ante o real. Em janeiro, o saldo foi negativo em 4,40% na comparação com a moeda brasileira.

No cenário doméstico, novos dados do mercado de trabalho e das contas públicas dividiram as atenções dos investidores.

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Por aqui, a taxa de desemprego no Brasil renovou o nível mais baixo da série histórica, iniciada em 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao atingir 5,1% no quarto trimestre (4T25), batendo ainda o recorde de baixa na média anual e mostrando que o mercado de trabalho seguiu aquecido no fim de 2025.

A taxa anual média do indicador caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, também o patamar mais baixo desde 2012.

Além disso, o Banco Central informou que a dívida bruta  fechou 2025 em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O percentual está abaixo dos 79,0% vistos em novembro, mas acima dos 76,3% do fim de 2024. A expectativa dos economistas ouvidos pela Reuters era de dívida bruta de 79,5% no fim de 2025.

Altas e quedas do Ibovespa

As perdas do Ibovespa (IBOV) foram limitadas pela realização dos ganhos recentes dos ‘pesos-pesados’. As ações da Vale (VALE3) recuaram mais de 3% e, mais uma vez, foram as mais negociadas da B3, movimentando cerca de R$ 3,1 bilhões. Apesar da forte queda na sessão, os papéis da mineradora acumularam valorização de 17,3% em janeiro.

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Petrobras (PETR4) também recuaram com pressão do petróleo e após avançar por 1o sessões consecutivas.  O contrato mais negociado do petróleo Brent, para abril, encerrou as negociações com recuo de 0,39%, a US$ 69,32 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

A ponta positiva, porém, foi liderada por Vivara (VIVA3), em meio ao tombo dos preços do ouro, já que os preços de metais preciosos mais baixos tendem a reduzir os custos de produção da varejista. Entre as perdas, Usiminas (USIM5) encabeçou a ponta negativa do Ibovespa, com queda de mais de 5%, puxado pela fraqueza do minério de ferro.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram em queda. Na manhã desta sexta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a indicação de Kevin Warsh como o novo presidente do Federal Reserve (Fed), para substituir Jerome Powell, que encerra o mandato em maio. 

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As tensões geopolíticas também voltaram ao radar. No início da tarde, Trump afirmou que uma grande armada dos Estados Unidos – maior que a enviada anteriormente à Venezuela – está a caminho do Irã. Ele ainda disse que o Irã deseja chegar a um acordo, mas não forneceu mais detalhes.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,36%, aos 48.892,47 pontos;
  • S&P 500: -0,43%, aos 6.939,03 pontos; 
  • Nasdaq: -0,94%, aos 23.461,81 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street recua após Trump indicar Warsh ao Fed

Na Europa, os principais índices terminaram em alta, com apoio dos balanços corporativos. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve ganho de 0,64%, aos 611,00 pontos. Em janeiro, índice acumulou avanço de 3%, na maior sequência mensal de ganhos desde 2021 e na sétima alta mensal consecutiva.

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Na Ásia, os índices fecharam em alta com a manutenção dos juros nos Estados Unidos. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,03%, aos 53.375,60 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 0,51%, aos 27.968,09 pontos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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