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Ibovespa cai com expectativa de Selic estável e tombo de Wall Street após payroll; dólar sobe a R$ 5,15

05 jun 2026, 17:26 - atualizado em 05 jun 2026, 17:31
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(Imagem: iStock/hernan4429)

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a forte pressão negativa do exterior com a expectativa de alta nos juros dos Estados Unidos a partir do segundo semestre deste ano após dados de emprego.

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Nesta sexta-feira (5), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,77%, aos 169.019,12 pontos. O IBOV acumulou perda de 2,74% na semana e registrou a oitava perda semanal.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1572, com alta de 1,78%. Na semana, a moeda acumulou valorização de 2,27%.

Por aqui, o mercado passou a precificar manutenção da Selic em 14,50% ao ano na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Perto do fechamento, a curva de juros futuros precificava 68% de Selic estável em 17 de junho.

Em segundo plano, os Estados Unidos oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como ‘organizações terroristas’, em publicação no Diário Oficial norte-americano.

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A decisão, anunciada em 28 de maio, foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Altas e quedas do Ibovespa

Com o aumento da aversão a risco, as blue chips pressionaram o Ibovespa.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, acompanhou a queda nos preços do petróleo, com o barril do Brent voltando ao nível próximo de US$ 90. PETR3 terminou o dia com baixa de 0,52% (R$ 45,71) e PETR4 registrou recuo de 0,87% (R$ 40,89).

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, foi pressionada pelo desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 0,91%, a 766 yuans (US$ 113,15) a tonelada. A saída de fluxo estrangeiro também pesou e VALE3 caiu 3,78% (R$ 78,70).

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A ponta negativa do IBOV, porém, foi liderada por CSN (CSNA3), com recuo de 10,18% (R$ 6,00). A companhia também foi pressionada pela commodity metálica.

Além disso, os investidores seguem acompanhando os esforços da companhia para reduzir seu endividamento, especialmente o processo de venda da divisão de cimentos, considerado um dos principais caminhos para acelerar a desalavancagem do grupo.

Segundo informações divulgadas pelo Pipeline, do Valor Econômico, a disputa pelos ativos entrou em uma fase decisiva. Entre os potenciais compradores que permanecem na corrida estariam as chinesas Huaxin e Sinoma, a italiana Italcementi e a brasileira Votorantim. O prazo para apresentação das propostas vinculantes foi definido para 7 de agosto.

Já a ponta positiva foi encabeçada por Embraer (EMBJ3), que avançou 3,82% (R$ 72,33) após anunciar que a empresa de leasing Azorra fez um novo pedido firme para a aquisição de 15 aeronaves E195-E2, em um acordo que também prevê direitos de compra de mais 15 jatos do mesmo modelo.

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Nas contas do JP Morgan, o backlog comercial da fabricante brasileira no segundo trimestre de 2026 (2T26) deve ficar em cerca de US$ 15,6 bilhões, com receitas de US$ 650 milhões na divisão comercial, após o novo pedido firme da Azorra.

Exterior

Os índices de Wall Street registraram fortes perdas nesta sexta-feira (5) com o mercado precificando chance de novas altas nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed) no segundo semestre do ano após dados mais fortes de emprego.

Em destaque, o Nasdaq registrou a maior queda intradia desde abril do ano passado, quando o governo Trump anunciou o ‘tarifaço’ para países parceiros comerciais.

Confira o fechamento dos índices:

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  • Dow Jones: -1,35%, aos 50.866,78;
  • S&P 500: -2,64%, aos 7.383,74 pontos;
  • Nasdaq: -4,18%, aos 25.709,432 pontos.

Na Europa, os índices fecharam sem direção única com pressão do setor de tecnologia e inteligência artificial e precificação de altas nos juros dos EUA, além de dados macroeconômicos. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,29%, aos 622,66 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam o pregão em queda com IA em foco. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,31% os 66.588,12 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 1,15%, aos 24.961,95 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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