Mercados

Ibovespa tenta recuperação com o exterior e cenário eleitoral em foco; 5 coisas para saber antes de investir hoje (14)

14 maio 2026, 10:13 - atualizado em 14 maio 2026, 10:13
day-trade-acoes
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) tenta uma recuperação após a forte queda da véspera com a repercussão de áudios vazados entre o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O cenário político continua no radar, mas divide as atenções com balanços, como o do Banco do Brasil (BBAS3), e a viagem do presidente norte-americno Donald Trump à China.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,84% aos 178.566,16 pontos.



O dólar à vista opera em queda ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 4,9732 (-0,71%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha leve avanço de 0,09%, aos 98.614 pontos.

Radar do Mercado

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Day trade

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (14)

1 – Relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro

Ontem (13), o cenário eleitoral voltou ao foco após a divulgação de um áudio entre o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pelo Intercept Brasil.

O site de notícia divulgou um áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado.

Segundo a reportagem, a troca de mensagens entre o pré-candidato à Presidência e Vorcaro indicam a existência de uma negociação em que o dono do Master se comprometeu a repassar um total de US$ 24 milhões – equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época – para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em resposta, Flávio admitiu que conhece Vorcaro – uma relação que começou em dezembro de 2024, segundo ele – e que retomou o contato com o empresário quando as parcelas do patrocínio do filme “Dark Horse” sobre a vida do seu pai estavam atrasadas.

Para analistas do mercado, a possível ligação de Flávio com Vorcaro coloca em xeque a candidatura do senador à Presidência nas eleições de outubro.

2 – Nova subvenção de combustíveis

Também nesta quarta-feira, o governo assinou uma medida provisória de subvenção à gasolina na tentativa de conter os preços de combustíveis em meio a escalada dos preços do petróleo com a guerra no Oriente Médio.

Em coletiva de imprensa, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou a subvenção anunciada para a gasolina e um benefício também para o diesel vão gerar um custo de cerca de R$ 3 bilhões por mês, ressaltando que a medida tem validade inicial de dois meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3 – Novo presidente no Fed

O Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Kevin Warsh, escolhido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para comandar o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a confirmação, Warsh assumirá um mandato de quatro anos na presidência do BC, além de um mandato de 14 anos como diretor da instituição.

Warsh substituirá Jerome Powell, cujo mandato na presidência do Fed termina nesta sexta-feira, 15 de maio. Powell, no entanto, continuará como diretor da autoridade monetária.

4 – Trump na China

O presidente norte-americano, Donald Trump, chegou ontem à China. Hoje, o presidente chinês, Xi Jinping disse que a relação entre China e EUA é a relação bilateral mais importante do mundo hoje e “devemos fazê-la funcionar e nunca estragar”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já Trump convidou o mandatário chinês para uma visita à Casa Branca em 24 de setembro.

Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Trump Jinping, encontraram “um terreno em comum” em relação ao Irã e que Pequim – que mantém laços estreitos com o país persa – reiterou oposição ao desenvolvimento de armas nucleares por Teerã.

“O lado chinês disse que não é a favor da militarização do Estreito de Ormuz e não é a favor de um sistema de pedágios, e essa é a nossa posição”, afirmou Rubio após o encontro entre as delegações das duas potências globais.

5 – De olho no Oriente Médio

O impasse entre Irã e EUA continua, com Washington pedindo que Teerã elimine seu programa nuclear e suspenda seu controle sobre o Estreito de Ormuz, enquanto o Irã exige uma compensação pelos danos da guerra, o fim do bloqueio naval norte-americano e o encerramento dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação foi discutida entre os presidentes Trump e Jinping. Após a reunião dos líderes, uma autoridade da Casa Branca disse à Reuters que os dois concordaram que o Estreito de Ormuz deve ser aberto e que o Irã nunca deve obter armas nucleares. A China é próxima do Irã e o principal comprador de seu petróleo.

Além disso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou acreditar que a China “fará o que puder” para ajudar a abrir o estreito, o que, segundo ele, é “muito do interesse deles”, em entrevista à CNBC.

Com o possível avanço nas negociações, os preços do petróleo operam em queda nesta quinta-feira (14). Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato mais negociado do Brent para julho caía 0,70%, a US$ 104,80 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar