Fundos Imobiliários

Recuperação judicial do Grupo Toky (TOKY3) acende alerta em fundo imobiliário; holding respondia por 15% da receita do FII

14 maio 2026, 9:52 - atualizado em 14 maio 2026, 9:52
Tok&Stok, Estok
Recuperação judicial do Grupo Toky (TOKY3) acende alerta em fundo imobiliário; holding respondia por 15% da receita do FII (Imagem: LinkedIn/ Tok&Stok)

O fundo imobiliário Vinci Logística (VILG11) informou, nessa quarta-feira (13), que acompanha os desdobramentos do pedido de recuperação judicial do Grupo Toky (TOKY3), dono das marcas Mobly e Tok&Stok, cuja dívida supera R$ 1 bilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A holding é locatária de dois imóveis do portfólio do fundo, os módulos G1 e G2 do complexo logístico Extrema Business Park, localizado em Minas Gerais, e corresponde por cerca de 4,5% da receita bruta do FII.

No comunicado divulgado ao mercado, a gestora do VILG11 afirmou que, até o momento, não há qualquer descumprimento no pagamento de obrigações locatícias por parte da inquilina.

Além disso, destacou que não foi oficialmente comunicada sobre o pedido de recuperação judicial e que não há tratativas formais em andamento com o grupo.

O contrato de locação vigente do fundo com a empresa conta com garantia na modalidade de seguro-fiança, com cobertura no valor de 12 aluguéis, e, segundo a gestora, “poderá ser acionado em caso de necessidade”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda de acordo com o comunicado, uma eventual inadimplência não impactaria o guidance de distribuição de rendimentos do FII, que se situa, para o primeiro semestre de 2026, entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota ao mês.

Reposicionamento reduz exposição ao grupo

Segundo o VILG11, depois de um reposicionamento comercial do empreendimento Extrema Business Park, a dependência do fundo em relação ao Grupo Toky foi reduzida de 15% para os atuais 4,5% da receita bruta de locação.

Antes responsável por oito módulos do condomínio, a holding passou a ocupar apenas dois, após a realocação dos demais espaços para novos inquilinos como Supera Farma, DSV, Sierra Log e DHL.

Com isso, a exposição financeira também recuou de R$ 0,14 por cota para R$ 0,04, além de o grupo ter deixado de ser a principal fonte de receita do portfólio, passando da 1ª para a 7ª posição.

Reposicionamento do Extrema Business Park – Bloco I (Imagem: divulgação VILG11)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar