Ibovespa avança com alívio no exterior; 5 coisas para saber antes de investir hoje (21)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta sexta-feira (21) em leve alta, na tentativa de engatar o terceiro pregão de ganhos consecutivos e reduzir a perda de 2,7% no acumulado da semana. A melhora do apetite a risco acompanha o exterior, em meio à acomodação dos juros dos Treasuries.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com alta de 0,55%, aos 168.846,78 pontos.
“O Ibovespa está em recuperação após as quedas recentes. Porém, esse movimento se mostra fraco
e deve ser interpretado como um repique dentro da tendência principal de baixa, o que exige cautela na
alocação e na seleção dos ativos”, avalia a equipe de análise técnica do Itaú BBA.
Já o dólar à vista operava em queda ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1778 (-0,30%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,16%, aos 98.737 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (21)
1 – Subvenção dos combustíveis
Segundo informações do Valor Econômico, o governo quer prorrogar a subvenção de R$ 0,44 à gasolina por mais 30 dias, considerando o petróleo Brent ainda elevado.
No caso do diesel, que tem a subvenção de R$ 1,12, ainda não há uma decisão tomada.
O governo também avalia se com o projeto de lei dos combustíveis, aprovado na semana passada, seria possível manter a subvenção da gasolina por mais tempo, ou outra forma. Isso porque a subvenção à gasolina foi renovada no fim de julho, mas fica em vigor somente até a próxima terça-feira (25).
2 – Com a palavra, ministro da Fazenda
Nesta sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o enfoque nos próximos anos em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o fim da escala 6 x 1 e a redução dos juros.
Em entrevista à Rádio Metrópoles da Bahia, Durigan disse ainda que é preciso enfrentar os juros altos e que nenhuma medida foi aprovada sem responsabilidade fiscal no governo Lula.
“Nós estamos longe de ter crise fiscal, crise de dívida, não tem isso. Os juros altos trazem um empecilho para as pessoas. Antes de falar do Estado, das empresas, a gente precisa falar para as pessoas, as pessoas sentem isso”, disse o ministro na entrevista.
3 – Ucrânia e Rússia
A Rússia está disposta a ouvir novas propostas sobre como chegar a um acordo sobre o conflito na Ucrânia, afirmou um diplomata russo de alto escalão, mas quaisquer propostas devem refletir as “realidades no terreno”.
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse em entrevista ao veículo de comunicação News.ru, publicada na sexta-feira, que os EUA demonstraram disposição para um “diálogo construtivo” e uma “compreensão da posição da Rússia”.
“Nesta fase, o mais importante é até que ponto Washington é capaz de influenciar as decisões do regime de Kiev e de seus patrocinadores europeus, que ainda sonham com uma ‘derrota estratégica’ da Rússia”, disse ele ao veículo de comunicação.
As negociações entre Rússia e EUA para pôr fim ao conflito na Ucrânia estão praticamente paralisadas em meio à guerra no Irã.
4 – Tensão no Oriente Médio
O aumento das tensões no Oriente Médio concentra as atenções dos investidores, impulsionado uma nova forte valorização dos preços do petróleo para o nível de US$ 94 o barril.
Ontem (20), o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os Estados Unidos imporão “as sanções mais severas da história” ao Irã, uma medida que, segundo ele, reduziria a necessidade de novas operações militares de grande porte.
Já hoje, o Irã afirmou que a sua resposta a quaisquer novas ameaças dos EUA será “devastadora”.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subia 0,46%, a US$ 94,20 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro operavam com avanço de 0,37%, a US$ 87,14 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
5 – Inflação no Japão
A inflação do Japão registrou alta de 2% na comparação anual em julho, uma aceleração em relação ao mês anterior, que teve alta de 1,7% na base anual.
Os dados reforçaram a perspectiva de uma nova alta nos juros pelo Banco Central do país (BoJ, na sigla em inglês) em setembro.
Na última decisão, em junho, o BoJ manteve os juros na faixa de 1% ao ano, o maior nível em 31 anos. Recentemente, o BC interveio no câmbio na tentativa de conter os preços e agora há o temor de novas operações.
Após o dado, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse que uma economia em crescimento passaria por um certo nível de aumento de preços e por aumentos graduais nas taxas de juros de longo prazo.
O governo se empenhará em alcançar um crescimento salarial que supere a taxa de inflação por meio do estímulo ao investimento interno, ao mesmo tempo em que terá em vista a necessidade de garantir a confiança do mercado na sustentabilidade fiscal do Japão, afirmou Takaichi em uma publicação no X.
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*Com informações de Reuters