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Ibovespa recua de olho em Wall Street e baixa do petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (26)

26 jun 2026, 10:14 - atualizado em 26 jun 2026, 10:18
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a última sessão da semana pressionado pela baixa dos índices no exterior e pelo novo recuo do petróleo

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,28%, aos 171.506,39 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 5,1774 (-0,02%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com baixa de 0,34% aos 101.090 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (26)

1 - Taxa de desemprego

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre até maio de 2026, ante 5,8% no trimestre encerrado em abril. Trata-se do menor patamar para o período na série histórica iniciada em 2012.

O número veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, com intervalo das estimativas de 5,5% a 5,7%.

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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice apresentou estabilidade frente ao trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026 e caiu 0,6 p.p. ante o trimestre móvel de março a maio de 2025.

No trimestre encerrado em maio, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores informais. Esse indicador mostrou estabilidade em relação aos 37,2% registrados no trimestre anterior até abril.

2 - Setor externo

Em maio, o Brasil registrou déficit em transações correntes menor do que o esperado, ao mesmo tempo em que os investimentos diretos no país (IDP) superaram as expectativas, segundo dados do Banco Central.

O saldo negativo em transações correntes chegou a US$ 3,185 bilhões, acumulando em 12 meses o equivalente a 2,60% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o BC.

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O resultado veio melhor do que a expectativa do mercado, conforme pesquisa da Reuters com especialistas, que apontava para um saldo negativo de US$ 4,159 bilhões em maio. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 3,318 bilhões

No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$ 7,974 bilhões, acima dos US$ 5,75 bilhões projetados na pesquisa e contra US$ 3,863 bilhões em maio de 2025.

3 - Leilões do BC

Às 9h20 (horário de Brasília), o Banco Central anunciou o início do chamado “casadão”, com um leilão de venda à vista de US$ 1 bilhão e um leilão de swap cambial reverso de 20.000 contratos, também no valor de US$ 1 bilhão.

O dólar opera em baixa ante o real com a realização dos leilões, em linha com o observado no exterior.

4 - Estreito de Ormuz

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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz não pode ser garantida sem coordenação com o Irã, e que a falta de coordenação pode resultar na suspensão de qualquer rota designada.

Os comentários, publicados na rede social X na sexta-feira, foram feitos depois que Omã, em coordenação com a Organização Marítima Internacional, designou rotas temporárias para a passagem pelo estreito.

Além disso, a televisão estatal do Irã informou hoje que três petroleiros estrangeiros foram barrados após tentarem atravessar o Estreito de Ormuz por uma rota "não autorizada" por Teerã.

De acordo com a emissora IRIB, as embarcações foram obrigadas a alterar o curso em direção ao Golfo Pérsico após advertência da Marinha da Guarda Revolucionária.

5 - Petróleo em baixa

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Apesar da recente escalada de tensões no Estreito de Ormuz, com a Guarda Revolucionária do Irã interceptando navios e chegando a atacar um cargueiro com bandeira de Cingapura na véspera, os contratos do petróleo operam em baixa nesta manhã.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caíam 3,40%, a US$ 72,93 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto tinham recuo de 3,27%, a US$ 69,57 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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