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Ibovespa perde força em meio a incertezas geopolíticas e bateria de dados; 5 coisas para saber antes de investir hoje (28)

28 maio 2026, 10:11 - atualizado em 28 maio 2026, 10:31
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) tenta recuperar as perdas da sessão anterior com a retomada valorização dos preços do petróleo, em meio a novas incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã após ataques entre dois países.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,21%, aos 176.104,70 pontos. Cerca de 15 minutos depois, o IBOV inverteu o sinal e às 10h30, o índice caía 0,36%, aos 175.112,40 pontos.



O dólar à vista opera em queda ante o real, em sintonia desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda caía a R$ 5,0543 (-0,13%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha leve queda de 0,05%, aos 99.160 pontos,

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (28)

1 – Taxa de desemprego

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8% no trimestre até abril de 2026, ante 6,1% no trimestre encerrado em março. Trata-se da menor taxa para um trimestre encerrado abril na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

2 – Inflação do aluguel

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), conhecido como a ‘inflação do aluguel’, desacelerou a alta a 0,84% em maio, de 2,73% no mês anterior, diante da relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

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A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,80%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 1,95%.

“A menor intensidade do IGP-M em maio foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que não provocou choques adicionais relevantes nas cadeias produtivas. Esse movimento ajudou a reduzir a pressão sobre os preços ao produtor”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

3 – Fim da escala 6×1

Na noite de ontem (27), a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas.

A PEC prevê que a jornada de trabalho já terá uma redução de 2 horas semanais 60 dias após a promulgação da proposta.

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A carga horária sofrerá um decréscimo de mais 2 horas um ano após a primeira redução. A PEC também estabelece o piso de duas folgas semanais – uma delas preferencialmente aos domingos – e garante que não haverá redução de salário.

O texto segue agora para o Senado.

4 – EUA x Irã

Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques nesta quinta-feira, mas os embates não foram considerados uma violação do ‘cessar-fogo’ temporário entre os dois países.

Os EUA atacaram uma operação de drones iranianos perto do Estreito de Ormuz, enquanto Irã atingiu uma base aérea norte-americana.

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Com a retomada de incertezas sobre uma resolução do conflito, os preços do petróleo operam em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho caíam 3,69%, a US$ 93,15 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham queda de 4,74%, a US$ 89,41 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

5 – Inflação nos EUA

O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos subiu 0,4% em abril, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA).

No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) apontou para alta de 3,8% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano. Os números vieram abaixo do consenso do mercado, que projetava alta mensal de 0,5% e anual de 3,9%.

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O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,2% no mês, também abaixo das expectativas de 0,3%. No comparativo anual, o núcleo subiu 3,3%, em linha com as projeções.

A inflação segue pressionada pela guerra no Irã, embora os preços dos combustíveis tenham registrado queda de 0,3% em abril, ante alta de 2,5% no mês anterior.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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