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Ibovespa sobe com melhora do humor externo e à espera de Vale (VALE3); 5 coisas para saber antes de investir hoje (30)

30 jul 2026, 10:11 - atualizado em 30 jul 2026, 10:17
bolsa, B3, day trade
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) acompanha a melhora do humor externo, apesar da escalada das tensões geopolíticas.

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Bateria de dados de mercado de trabalho e inflação no Brasil e nos Estados Unidos dividem as atenções, enquanto os investidores ainda reagem à decisão do Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano) e aguardam balanço do segundo trimestre de Vale (VALE3).

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,40%, aos 174.573,32 pontos.



O dólar à vista opera em queda ante o real, em linha com desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0939 (-0,128%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com baixa de 0,15%, aos 100.736 pontos,

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (30)

1 – Taxa de desemprego

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% nos três meses até junho, segundo dados do IBGE divulgados nesta manhã, em linha com a previsão dos analistas consultados pela Reuters. Trata-se do menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012.

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Ontem (29), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou a criação de 145.161 vagas formais de trabalho em junho, acima do esperado pelo mercado. A mediana da pesquisa Projeções Broadcast apontava para a criação líquida de 110 mil vagas no período, enquanto as estimativas variavam entre 80 mil e 147 mil postos de trabalho.

“O Caged mostrou que o mercado de trabalho segue resiliente, reforçando a percepção de atividade ainda sólica apesar do ambiente de juros elevados. Hoje, a Pnad Contínua confirmou essa leitura”, avalia o economista Guilherme Sousa, da Ativa Investimentos.

Para economista Claudia Moreno, do C6 Bank, a mensagem que os dados da Pnad trazem segue a mesma dos últimos meses: o mercado de trabalho brasileiro continua aquecido, apesar de alguma moderação no crescimento da renda. 

“Mesmo que a desaceleração da atividade econômica possa reduzir o ritmo de criação de vagas ao longo de 2026, esperamos que a taxa de desemprego permaneça em níveis historicamente baixos”, afirmou ela. A projeção do C6 é que o indicador encerre o ano em torno de 5,5%.

2 – Juros nos EUA

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Ontem, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.

A decisão também não foi unânime: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Essa foi a primeira vez desde 2016 que três dos nove diretores do Fed discordaram da decisão unificada.

“A comunicação do Fed trouxe dúvidas sobre a condução da política monetária à frente. Embora tenha reforçado o compromisso com o controle da inflação, [o presidente do BC, Kevin] Warsh evitou explicar em que condições voltaria a elevar os juros”, afirmou Rafael Passos, analista e sócio da Ajax Asset.

3 – Inflação nos EUA

O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos recuou 0,1% em junho, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) nesta quinta-feira.

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No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve apontou para alta de 3,7% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano. Os números vieram abaixo do consenso do mercado, que projetava alta mensal de 0,5% e anual de 3,9%.

O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 0,1% no mês. No comparativo anual, o núcleo subiu 3,3%, em linha com as projeções.

4 – EUA x Irã

Nesta quinta-feira, os Estados Unidos atacaram diretamente o Irã pela primeira vez desde a retomada das tensões no fim de semana.

Os ataques dos EUA ocorreram depois que Teerã confirmou, ontem, ter disparado mísseis balísticos contra tropas dos EUA na Jordânia. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou intensificar ainda mais a situação.

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Nesta manhã, os preços do petróleo operam em leve queda, apesar da intensificação das tensões no Oriente Médio.

Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro caíam 0,83%, a US$ 87,36 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham recuo de 0,34%, a US$ 84,19 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

5 – Decisão de juros na Inglaterra

Mais cedo, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve os juros em 3,75% ao ano, em uma decisão não-unânime: dos 9 membros, três voltaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros.

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A dissidência foi maior do que a esperada pela maioria dos economistas consultados pela Reuters, que projetavam manutenção dos juros por 7 votos a 2.

“Embora três dos nove membros do comitê tenham votado por um aumento da taxa, o comunicado e as declarações das autoridades reforçam a percepção de que o Banco Central está mais confiante de que a alta dos preços da energia não será suficiente para alimentar uma inflação mais persistente”, avalia o economista James Smith, do ING, em relatório a clientes.

A expectativa do ING é que o BoE mantenha os juros estáveis por um período prolongado.

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*Com informações de Agência Brasil, Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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