Ibovespa avança apoiado no petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (7)
O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão em ligeira alta, sustentado pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,17%, aos 172.734,25 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,1427 (+0,21%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, avançava 0,05%, aos 100.902 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (7)
1 – Deflação do IGP-DI
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu mais do que o esperado em junho, a uma taxa de 0,79%, depois de avanço de 0,87% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma deflação de 0,60%. O resultado do mês levou o índice a acumular em 12 meses avanço de 3,59%.
No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 1,36%, de alta de 0,95% no mês anterior.
“No IPA, a queda do índice foi influenciada principalmente pelas commodities minerais e agrícolas”, destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
A expectativa é de que a baixa de itens ligados ao petróleo também possa aparecer no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que será divulgado na próxima sexta-feira (10), às 9h (horário de Brasília).
2 – Tarifas dos EUA
Nesta terça-feira, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) segue com as audiências públicas sobre políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974.
A expectativa é que o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fale hoje nas audiências contra a implementação imediata da tarifa de 25% aos produtos brasileiros.
Em junho, o governo Trump propôs tarifas sobre o Brasil alegando violações comerciais, como desmatamento ilegal e o que chama de práticas desleais em pagamentos eletrônicos, pouco depois de Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ter se reunido com altos funcionários norte-americanos em Washington.
A sequência de eventos levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve concorrer à reeleição, a acusar o senador de ter ajudado a desencadear a medida — acusação que Flávio nega.
3 – Alto escalão da Vale (VALE3)
Na segunda-feira (6), a Vale (VALE3) informou que recebeu a renúncia de Daniel André Stieler aos cargos de membro e presidente do Conselho de Administração da companhia, com efeitos imediatos.
A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e um dos principais acionistas da Vale, havia solicitado a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar a destituição de Stieler da presidência do conselho.
A fundação afirmava que a mudança fazia parte de um processo natural de renovação da liderança e contribuiria para reforçar a independência e a governança da companhia.
4 – Estreito de Ormuz
Em meio as cerimônias fúnebres ao aiatolá Ali Khamenei no Irã, dois navios-tanque foram atingidos no Estreito de Ormuz. O país persa afirmou que não haveria mais negociações de paz, a menos que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pare com suas ameaças de retomar a guerra.
O navio-tanque de gás natural liquefeito do Catar Al Rekayyat informou que havia sido atingido durante a madrugada e que sua sala de máquinas pegou fogo. Fontes de segurança marítima afirmaram que um navio-tanque de petróleo bruto saudita também foi danificado.
Segundo o site Axios, o Irã havia disparado contra dois navios. Não houve reivindicação da autoria dos ataques.
Por volta de 10h04 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro subiam 1,14%, a US$ 72,81 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto avançavam 1,18%, a US$ 69,36 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
5 – Cúpula da Otan
No plano geopolítico, os mercados devem acompanhar a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com maior liberação de verbas após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os líderes da Otan começaram a anunciar acordos de armas no valor de dezenas de bilhões de dólares na Turquia nesta terça-feira, reforçando a mensagem de que estão atendendo aos apelos dos Estados Unidos.
Ao som de músicas animadas e vídeos bem produzidos em um fórum da indústria de defesa na capital Ancara, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, anunciou uma série de iniciativas, convidando uma lista de representantes dos países membros da Otan a subir ao palco. O valor total dos diversos acordos foi projetado em uma tela.
“Podemos fazer mais quando agimos juntos. E precisamos fazer mais disso”, disse Rutte. “Os aliados da Otan estão se unindo a novas coalizões multinacionais de aquisição. Isso realmente nos ajuda a obter mais do que vocês precisam em uma ampla gama de capacidades.”
*Com informações de Reuters
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