Tecnologia

“Pai da internet” se despede do Google após mais de 20 anos e faz alerta sobre IA

07 jul 2026, 10:25 - atualizado em 07 jul 2026, 10:25
Vint Cerf em 2007. Imagem: Flickr/ Charles Haynes

Há mais de 50 anos, Vint Cerf ajudou a criar a rede mundial de computadores que hoje conhecemos como internet. Agora, após mais de 20 anos como vice-presidente e evangelista-chefe da internet no Google, ele deixa o cargo aos 83 anos.

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Conhecido como o “pai da internet“, Cerf encerrou sua trajetória na empresa com um discurso sobre o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e a necessidade de criar “padrões comuns”, assim como ocorreu nos primeiros anos da internet.

Criador da internet

Vint Cerf se formou em Matemática pela Universidade de Stanford e concluiu o doutorado em Ciência da Computação na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), no início da década de 1970.

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Na mesma época em que concluiu o doutorado, iniciou, ao lado de Robert Kahn, o projeto que deu origem à internet como a conhecemos hoje.

A dupla foi responsável pelo desenvolvimento e pela popularização do protocolo TCP/IP, conjunto de regras que permite a comunicação e a troca de dados entre dispositivos conectados à internet.

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Além de ajudar a criar a maior rede de informação do mundo — feito que lhe rendeu diversos reconhecimentos internacionais —, Cerf foi contratado pelo Google em 2005 para ocupar o cargo de evangelista-chefe da internet, função que exerceu por mais de duas décadas.

Padronização e comunicação da IA

Em sua última aparição pública como porta-voz da big tech, durante um painel ao lado de outros cientistas da computação e desenvolvedores, Cerf compartilhou sua visão sobre os desafios para a construção de um ecossistema aberto de inteligência artificial.

Segundo o TechCrunch, Cerf destacou que os modelos mais avançados de IA estão atualmente concentrados nas mãos de poucas empresas, diferentemente da internet, que foi construída de forma descentralizada.

No entanto, o especialista acredita que, à medida que surgirem mais agentes de inteligência artificial, as empresas serão obrigadas a tornar seus sistemas interoperáveis.

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Para Cerf, quem estabelecer primeiro um padrão amplamente adotado poderá exercer grande influência sobre o desenvolvimento dos demais sistemas de IA.

Em seu discurso, ele ressaltou a importância de que agentes de inteligência artificial desenvolvidos por empresas diferentes consigam se comunicar entre si. Para isso, afirmou, será necessário estabelecer regras técnicas comuns, assim como ocorreu durante a construção da internet.

*Sob supervisão de Renan Dantas

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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Universidade Sapienza de Roma. É estagiária de redação na editoria de Trends do Money Times e Seu Dinheiro.
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