Carteira Recomendada

Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e as outras 10 ações mais recomendadas pelos analistas em julho

07 jul 2026, 10:36 - atualizado em 07 jul 2026, 10:36
ações - carteira recomendada - ibovespa - mercados
(Imagem: Asbe/ iStock)

O segundo semestre começou, e junto com ele chegaram as novas recomendações das principais casas de análise e bancos. Entre as apostas para julho, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) lideram as preferências do mercado, com nove recomendações cada, segundo levantamento realizado pelo Money Times.

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As escolhas refletem um cenário de maior cautela entre os investidores. As incertezas envolvendo os conflitos no Oriente Médio, a volatilidade do petróleo, a perspectiva de juros elevados por mais tempo no Brasil e nos Estados Unidos e a aproximação das eleições brasileiras seguem pressionando o apetite por risco.

Nesse ambiente, as casas de análise têm priorizado empresas com forte geração de caixa, balanços sólidos, dividendos atrativos e valuations considerados descontados, características que explicam a liderança das gigantes da bolsa brasileira nas recomendações.

Pódio dividido

No caso da Petrobras, o principal destaque continua sendo o potencial de remuneração aos acionistas. O BTG Pactual manteve a estatal em sua carteira como proteção para eventuais tensões geopolíticas e destaca que, mesmo com o petróleo na casa dos US$ 70 por barril, a companhia pode entregar dividend yield próximo de 11% em 2026.

A Ágora Investimentos também aposta na empresa, citando a expectativa de preços do petróleo ainda elevados, resultados sólidos e dividend yield estimado em cerca de 9%.

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Já a Vale segue como a principal aposta do setor de mineração. A Ágora ressalta a geração de caixa robusta, a disciplina operacional, a redução das incertezas jurídicas e a exposição a cobre e níquel, metais ligados à transição energética.

O Santander acrescenta que espera preços do minério de ferro acima de US$ 100 por tonelada em 2026, sustentados pela oferta restrita e pela demanda resiliente, além de enxergar a companhia negociando com desconto em relação aos pares.

O segundo lugar

Na segunda colocação aparece o Itaú Unibanco (ITUB4) favorito entre os grandes bancos. O consenso das casas é de que a instituição combina elevada rentabilidade, qualidade dos ativos e capacidade de manter resultados sólidos mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador.

A Ágora destaca o ROE acima de 20%, o controle da inadimplência e o potencial para dividendos extraordinários. Já o BTG vê o Itaú como a tese de maior qualidade do setor, graças ao balanço sólido e à postura mais conservadora na concessão de crédito.

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O Santander, por sua vez, espera uma retomada mais forte da carteira de empréstimos, impulsionando receitas e lucros nos próximos anos.

Medalha de bronze

Fechando o pódio, a Axia Energia (AXIA3) ganhou espaço nas recomendações por ser uma das empresas mais beneficiadas pela perspectiva de preços de energia mais elevados nos próximos anos.

Segundo a Ágora, a companhia deve distribuir cerca de R$ 12,5 bilhões em dividendos em 2026, enquanto o BTG destaca que a empresa está entrando em um ciclo de maior geração de caixa, o que pode transformá-la em uma das principais pagadoras de dividendos do setor elétrico.

Confira as ações mais recomendadas para julho

AçãoTickerIndicações
ValeVALE39
PetrobrasPETR49
Itaú UnibancoITUB48
Axia EnergiaAXIA37
BradescoBBDC46
LocalizaRENT35
EquatorialEQTL35
BTG PactualBPAC115
EmbraerEMBR35
ItaúsaITSA45
Rede D’OrRDOR35
CopelCPLE35
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O levantamento considerou as carteiras recomendadas de Ágora Investimentos, Ativa Investimentos, Andbank, BTG Pactual, Daycoval Corretora, Genial, Itaú BBA, Monte Bravo, Planner, Santander, Safra, Terra Investimentos e XP Investimentos.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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