Inflação

XP: Queda no petróleo reduz expectativas para inflação; Selic pode cair uma última vez

07 jul 2026, 9:30 - atualizado em 07 jul 2026, 9:30
(Imagem: alexsl/iStock)

A XP Investimentos fez ajustes nas suas projeções econômicas para este ano para o Brasil. A principal delas foi um ajuste para baixo na inflação. A expectativa agora é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) finalize o ano em 5,2%, ante os 5,5%. Para 2027, a expectativa está mantida em 4,2% com riscos de alta.

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O número ainda está acima da faixa de tolerância da meta do Banco Central, mas já embute preços mais baixos do que esperado para o petróleo, que arrefeceu devido ao acordo estabelecido entre Estados Unidos e Irã. Agora, a equipe econômica da casa fixou o preço da commodity em US$ 75 no segundo semestre de 2026, ante os US$ 80 por barril.

Apesar de uma inflação mais baixa, a queda no preço do petróleo também fez a XP revisar a projeção de déficit em conta corrente de 2,1% para 2,5% do PIB em 2026, devido à queda no valor das exportações e aos maiores gastos com serviços.

Já do lado fiscal, a menor arrecadação por conta do petróleo deve ser compensada pela redução da subvenção aos combustíveis, levando o déficit primário de 2026 a 0,3% do PIB. Maiores despesas financeiras ampliam o impulso fiscal/parafiscal e pressionam a dívida pública.

As projeções de crescimento foram mantidas para este ano com a expectativa de chegar a 2% o PIB do Brasil. Em 2027, porém, a equipe reduziu a projeção de 1,2% para 1%, com os efeitos dos estímulos de curto prazo e o provável recuo cíclico do crédito.

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A equipe da XP chama atenção para esse começo do segundo semestre por conta da tração que campanhas eleitorais devem ganhar já logo em julho, já que é o início do período da legislação que busca dar mais equilíbrio à disputa e a definição das chapas a partir das convenções partidárias.

Além da inflação: e como fica a Selic na próxima reunião?

Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 4 e 5 de agosto, os economistas projetam a possibilidade de mais um corte de 0,25 ponto percentual reforçando o ciclo de calibração indicado pelo Banco Central. No entanto, destacam que os fundamentos estão desfavoráveis e que a partir daí, os membros do comitê possam optar por uma pausa.

Com isso, a XP projeta que a taxa Selic finalize o ano em 14%, mas indica que o ciclo de cortes pode voltar mais intensos em 2027, com uma projeção de taxa de juros em 11,50%.

No relatório é destacado que o alívio rápido não esperado do preço do petróleo pode inclusive diminuir as chances de que o Federal Reserve eleve os juros no curto prazo, mesmo que os riscos de inflação persistam.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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