Ibovespa

Ibovespa a 200 mil pontos é pouco? Para o BofA, sim; confira o novo preço-alvo para o fim de 2026

22 abr 2026, 15:28 - atualizado em 22 abr 2026, 15:34
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(Imagem: iStock)

O Bank of America (BofA) elevou o preço-alvo para o Ibovespa (IBOV) no fim de 2026, passando de 180 mil para 210 mil pontos, o que implica um potencial adicional de alta de 7% em relação aos níveis do fechamento anterior (20).

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A mudança na projeção para o Ibovespa, segundo o banco, considera uma trajetória mais próxima de desescalada das tensões geopolíticas e Selic terminal de 13,25% em 2026 e 12,50% em 2027.

Com isso, o BofA também estima que o crescimento de lucro por ação (EPS) doméstico no Brasil pode atingir 27% neste ano e 20% no próximo. No entanto, há riscos relevantes de queda devido à manutenção de juros elevadas por mais tempo.

“As ações brasileiras já não estão baratas em termos de valuation, e nosso múltiplo-alvo está ligeiramente abaixo dos níveis atuais, refletindo esse risco de lucros e a volatilidade eleitoral, que deve aumentar nos próximos meses”, detalha.

O BofA observa ainda que apenas as empresas de petróleo responderam por quase um terço da contribuição em pontos do Ibovespa no ano até agora. Enquanto o índice subiu 21% no período, a ação média do IBOV avançou cerca de 13%.

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Além disso, o banco manteve o portfólio de America Latina, com recomendação de compra para Brasil e Argentina, enquanto o México segue com visão neutra e a exposição ao Peru também foi mantida.

O BofA destaca que, mesmo durante o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, as ações da América Latina, especialmente o Brasil, continuaram a atrair entradas de capital, apoiadas por termos de troca favoráveis.

“Acreditamos que um eventual cenário de desescalada pode ajudar a manter os fluxos para mercados emergentes, com suporte adicional vindo da redução das pressões inflacionárias e do renovado espaço para cortes de juros pelos bancos centrais”, diz. “Observamos que a liderança na região pode mudar caso investidores migrem para estratégias voltadas à desescalada”, acrescenta.

Em conversas com investidores, o banco avaliou que um dólar fraco é fundamental para a continuidade do fluxo para mercados emergentes.

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Geração de caixa e risco limitado de lucros

Para o BofA, o nível do Ibovespa é menos relevante do que a liderança setorial. O banco considera que um cenário de desescalada das tensões no Oriente Médio, pesquisas eleitorais e pico da inflação podem trazer forte valorização para ações sensíveis a juros.

“Por outro lado, commodities e utilities (estratégia de estagflação) podem continuar performando melhor caso os riscos geopolíticos permaneçam elevados”, pondera.

A visão de cenário intermediário do banco avalia que as empresas financeiras e as alavancadas com geração de caixa resiliente podem ser favorecidas, uma vez que se beneficiam, respectivamente, da exposição doméstica com menor risco de lucros e da captura de valorização se as condições financeiras melhorarem mais rápido do que o esperado.

“Apesar de valuations elevados, continuamos gostando de utilities com maior crescimento. Mantemos visão underweight (abaixo do peso) em varejo, shoppings e telecom”, afirma o BofA, que acrescenta ter alocação neutra nas ações “peso-pesado” do Ibovespa, Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3).

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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