Ibovespa caminha para a 10ª queda seguida; quando a maré negativa deve passar? Veja o que diz a análise técnica
O Ibovespa (IBOV) acumula queda de 6% em agosto e caminha para o décimo pregão consecutivo no negativo, a pior sequência desde 2023. Para Lucas Costa, responsável pela equipe de análise técnica do BTG Pactual, o índice ainda preserva a tendência positiva no longo prazo, mas os sinais de curto e médio prazo apontam para a continuidade da correção.
“A tendência de longo prazo ainda está no positivo para o IBOV, porém com uma perda de momento. A tendência de médio prazo virou para queda e curto prazo virou para queda também, e aí vem acelerando”, disse o analista no Giro do Mercado desta segunda-feira (17).
- Assista na íntegra abaixo:
Atualmente, o índice opera próximo da média móvel de 50 semanas, na região dos 168,5 mil pontos, considerada uma importante zona de suporte, segundo Costa. “Uma faixa que pode ter algum tipo de defesa e que também é importante para verificarmos se essa correção pode se aprofundar ou não.”
Segundo Costa, uma eventual recuperação exigiria a retomada de níveis mais altos do índice. Nesse cenário, a região entre 178 mil e 179 mil pontos aparece como uma referência relevante.
Em agosto, a saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira soma cerca de R$ 15 bilhões, de acordo com o analista. “Essa saída do investidor estrangeiro nos últimos pregões também acaba impactando. A nossa bolsa é altamente correlacionada com esse movimento.”
Apesar do suporte atual, Costa afirma que ainda não há sinais técnicos suficientes para confirmar uma reversão de tendência. “O nível atual seria um bom nível para recuperação. Porém, a gente ainda precisa que o price action confirme isso.”
“Precisa ter alguns dias com fluxo positivo no saldo do investidor estrangeiro, o Ibov voltando a trabalhar mais próximo dos 172 mil do que dos 167 mil, para poder confirmar essa virada”, explica.
Caso a pressão vendedora persista, o analista vê espaço para novas quedas, com suportes em 160 mil e, posteriormente, 155 mil pontos. “Para o Ibovespa, se a gente olha a região que ele está agora, caso ele continue caindo, 160 mil pontos, depois 155 mil pontos.”
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*Sob supervisão de Maria Carolina Abe