Mercados

Decepção com PIB chinês prevalece no Ibovespa ante influência positiva de NY

18 out 2021, 17:12 - atualizado em 18 out 2021, 18:04
Ibovespa
O giro financeiro do dia somou 29,6 bilhões de reais (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O principal índice da bolsa paulista fechou esta segunda-feira perto da estabilidade, com o pessimismo pelo crescimento econômico decepcionante da China sendo compensado pela influência positiva de Wall Street com previsões animadoras para resultados corporativos trimestrais.

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Após oscilar entre a faixa de 112.800 e quase 115 mil pontos, o Ibovespa (IBOV) fechou a sessão com oscilação negativa de 0,19%, aos 114.428,18 pontos. O giro financeiro do dia somou 29,6 bilhões de reais.

O apetite do investidor por risco se esvaziou pela manhã, após a China revelar que economia cresceu 4,9% de julho a setembro, menor do que a taxa de 5,1% esperada por analistas e com desaceleração ante a alta de 7,9% no segundo trimestre.

Ações de companhias brasileiras exportadoras de commodities para aquele mercado, especialmente das ligadas a metais, estiveram entre os destaques negativos na sessão. E ações que vinham experimentando recuperação, como as ligadas a consumo, de construtoras e do setor aéreo, foram alvos de realização de lucros.

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Em contrapartida, papéis de grandes instituições financeiras tiveram uma sessão majoritariamente positiva, com destaques para Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco, sendo alvos preferenciais de compra por parte de investidores estrangeiros, segundo profissionais do mercado.

A sessão também foi marcada por anúncios corporativos, como dos planos de Americanas e Lojas Americanas para antecipar uma fusão, quanto pela estreia das ações da Getnet, braço de pagamentos do Santander.

Destaques

GPA (PCAR3) caiu 6,5%, dispersando parte dos ganhos robustos que teve na última sexta-feira, após o anúncio de que vendeu lojas Hiper Extra para o Assaí (ASSI3), que perdeu 3,3%.

CSN (CSNA3) caiu 4,1%, Usiminas (USIM5) teve baixa de 3%, Vale (VALE3) perdeu 0,9%, com o setor doméstico ligado a commodities metálicas refletindo mais diretamente a decepção do mercado com o crescimento econômico da China abaixo das expectativas.

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Hapvida (HAPV3) recuou 3,15%, mesmo após o grupo hospitalar ter anunciado na noite de sexta-feira um programa de recompra de até 100 milhões de ações em 18 meses.

Lojas Americanas (LAME4) deu um salto de 20,7% e Americanas (AMER3) subiu 4,3%. As companhias anunciaram pela manhã que avaliam fundir suas operações antes de uma planejada listagem do grupo na Nasdaq.

Em nota a clientes, o Bradesco BBI avaliou que a fusão melhora a governança por ter apenas uma classe de ações e simplifica a estrutura, já que Lojas Americanas provavelmente será extinta como holding.

Fleury (FLRY3) ganhou 0,9%, após anunciar que acertou a compra do rival menor Marcelo Magalhães, de Pernambuco, numa operação avaliada em 384,5 milhões de reais.

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Em nota, o Credit Suisse considerou alto o valor pago pelo negócio, o que exigirá sinergias significativas como compensação.

Getnet (GETT3) (GETT4) (GETT11) disparou 63,6% na estreia da empresa de pagamentos do Santander. A unit do Santander Brasil teve alta de 0,36%.

Banco do Brasil (BBAS3) cresceu 2%, Bradesco (BBDC4) teve apreciação de 1,7% e Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,7%, com os grandes bancos sendo os preferidos por investidores estrangeiros.

Eztec (EZTC3) encolheu 3%. A construtora anunciou na noite de sexta-feira que teve 255 milhões de reais em vendas no terceiro trimestre, queda de 23,6% ano a ano.

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O BTG Pactual (BPAC11) manteve recomendação de compra para a ação, mesmo admitindo que o cenário de curto prazo possa ser desafiador.

Petrobras (PETR3) cedeu 0,5% e Petrobras (PETR4) teve oscilação positiva de 0,13%, em dia de leve alta das cotações internacionais do barril do petróleo, mas após um fim de semana em que entidades de caminhoneiros voltaram a ameaçar com greve nacional em protesto contra os preços dos combustíveis.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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