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Petrobras (PETR4) ganha força com petróleo acima de US$ 100 e dá fôlego ao Ibovespa

10 set 2026, 12:00
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(Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) avançam e dão fôlego ao Ibovespa (IBOV), em meio a forte aversão a risco no exterior e baixo fluxo.

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Por volta de 11h15 (horário de Brasília), os papéis preferenciais PETR4 tinham alta 0,91%, a R$ 48,86, e também figura como mais negociada da B3, com cerca de 11,2 mil negócios e giro financeiro de R$ 406,741 milhões. Mais cedo, PETR4 chegou a subir 1,71% (R$ 49,25), na máxima intradia.

No mesmo horário, os ordinários PETR3 registravam ganhos de 0,56%, a R$ 53,99. Já o IBOV subia 0,62%, aos 186.902,02 pontos.

O impulso para os papéis da estatal vem do petróleo com a escalada das tensões no Oriente Médio, em meio às notícias de que o grupo extremista Houthis, apoiados pelo Irã, estão avançando em direção ao Estreito de Bab al-Madeb, no Mar Vermelho. O movimento aumenta o temor de interrupções na oferta da commodity.

Mais cedo, o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para novembro chegou a subir mais de 4%, atingindo a cotação de US$ 105,84 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Novo pacote de medidas do governo

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Os investidores também repercutem a decisão da Petrobras de deixar de aplicar, a partir de hoje, o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A com o fim da Medida Provisória da subvenção dos combustíveis.

Ontem (9), o governo federal anunciou um novo pacote de combustíveis. Entre as medidas, houve a redução de R$ 0,63 por litro de gasolina do impostos PIS/Cofins, de R$ 0,19 por litro de etanol e de R$ 1,00 por litro de diesel.

Para analistas do BTG Pactual, as medidas protegem a política de precificação e o arcabouço de governança da Petrobras, ao mesmo tempo em que sustentam maior rentabilidade, de aproximadamente US$ 3,4 bilhões em receitas adicionais, caso as medidas sejam mantidas até o final do ano.

Com isso, o banco reiterou a preferência por PETR4 no setor de Petróleo & Gás. A recomendação é de compra com preço-alvo de R$ 56, o que implica em um potencial de valorização de % sobre o preço de fechamento de ontem.

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O Bradesco BBI também considera que as medidas do governo reduzem as preocupações de que a companhia tenha abandonado sua política comercial, além do efeito financeiro.

“Estimamos que, após as mudanças e considerando os subsídios, o desconto dos preços praticados pela Petrobras em relação à paridade de exportação recue para aproximadamente 21% na gasolina e 10% no diesel”, afirmam os analistas Vicente Falanga e Ricardo França.

“Em termos quantitativos, a combinação do ganho líquido de R$ 0,19 por litro na gasolina e do novo benefício de R$ 1,00 por litro no diesel poderia representar, caso anualizada, um acréscimo de aproximadamente US$ 6,5 bilhões ao fluxo de caixa livre para o acionista, equivalente a um rendimento incremental próximo de 5%”, calculam.

O BBI também tem recomendação de compra para PETR4, com preço-alvo de R$ 53.

Outras petroleiras

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Além da Petrobras, ações de companhias do setor também avançam na B3. Por volta de 11h15 (horário de Brasília), Brava Energia (BRAV3) liderava a ponta positiva do IBOV com avanço de 2,55% (R$ 18,89).

PetroReconcavo (RECV3) subia 1,66% (R$ 11,61), enquanto Prio (PRIO3) tinha ganho de 1,41% (R$ 63,50).

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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