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Ibovespa renova recorde acima de 119 mil pontos com setor financeiro

23 jan 2020, 16:56 - atualizado em 23 jan 2020, 16:57
Mercados Ibovespa
Às 16:34, o Ibovespa subia 0,9%, a 119.462,31 pontos (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

O Ibovespa firmava-se no azul e renovava máxima histórica na tarde desta quinta-feira, acima dos 119 mil pontos, embalado pela forte alta das ações do setor financeiro, com os papéis do Banco do Brasil à frente, avançando mais de 4%.

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Às 16:34, o Ibovespa (IBOV) subia 0,9%, a 119.462,31 pontos, depois de ter atingido o recorde mais cedo de 119.497,09 pontos. O volume financeiro somava 18,4 bilhões de reais.

De acordo com o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, a reação do Ibovespa reflete principalmente a recuperação dos papéis de bancos, após quedas recentes, que deixaram os preços mais atrativos.

No Twitter, o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer, citou que, após consulta a tesourarias de bancos, ouviu que havia fluxo de compra por investidores estrangeiros, em busca de ações de primeira linha, em especial bancos.

Chinchila também chamou a atenção para a proximidade da safra de balanços no Brasil, que pode gerar mais interesse de compradores para o médio prazo. A Cielo abre a agenda das empresas do Ibovespa na próxima semana.

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Para a equipe da XP Investimentos, a temporada deve mostrar bons resultados, apesar da recuperação econômica ainda gradual, dada a evolução positiva de indicadores que impactam diretamente as empresas, como quadro ainda confortável para a inflação e cenário de juros baixos com Selic em 4,5% no final do trimestre.

Nesse contexto, ajudavam comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista ao Valor Econômico, de que a inflação mais alta de 2019 não influenciou a tendências de preços e que os núcleos dos índices têm permanecido relativamente estáveis.

O fôlego na bolsa paulista também foi endossado pela melhora externa, após a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmar que o novo coronavírus que surgiu na China e se espalhou para vários outros países ainda não constitui uma emergência internacional, mas está acompanhando sua evolução “a cada minuto”.

Em Wall Street, o S&P 500 tinha oscilação negativa de 0,01%.

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Mais cedo, o Ibovespa chegou caiu 1,25%, para 116.905,95 pontos, no pior momento, pressionado pela cautela no exterior com o novo vírus na China, particularmente possíveis implicações da doença sobre a economia global.

Destaques

Banco do Brasil (BBAS3) subia 4,7%, em sessão de recuperação nas ações de bancos e na esteira de reportagem do Valor Econômico de que o BB deve escolher um parceiro para a gestora de fundos da instituição, a BBDTVM, até a junho. Itaú Unibanco (ITUB4) avançava 2,8% e Bradesco (BBDC4) ganhava 3%. No ano, esses papéis acumulam perdas de cerca de 3%, 7%, e 4%, respectivamente.

B3 (B3SA3) apreciava-se 3,7%, seguindo endossada por expectativas favoráveis para o mercado de capitais brasileiro diante do cenário de juros baixos no país e previsões de retomada da economia nacional, o que deve se refletir em aumento nos volumes negociados na operadora de infraestrutura de mercado.

Ambev (ABEV3) perdia 1,8%, tendo de pano de fundo comentários do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, em Davos, de que pediu à sua equipe estudos para a criação de um imposto sobre ‘pecados’, mencionando cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos com adição de açúcar como potenciais alvos.

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Braskem (BRKM5) avançava 5,7%, na sexta alta seguida, ampliando os ganhos de janeiro para cerca de 28%, após terminar 2019 com declínio de 35%. A recuperação coincide com o acordo assinado entre a petroquímica e autoridades em Alagoas, que, entre outros pontos, garantiu a restituição de 2 bilhões de reais ao caixa da companhia. A Empíricus recomendou a compra das ações em relatório a clientes.

Vale (VALE3) caía 1%, contaminada pelo declínio dos preços do minério de ferro na China. Bradespar, holding que concentra investimentos na Vale, perdia 0,8%. Papéis do setor de mineração e siderurgia na bolsa, contudo, mostravam comportamento divergente, contrabalançando o efeito externo e apostas de reajuste nos preços do aço no mercado brasileiro. Usiminas (USIM5) subia 3,2%, enquanto CSN (CSNA3) perdia 0,3% e Gerdau (GGBR4) recuava 1%.

Petrobras (PETR4) avançava 1,3%, enquanto Petrobras (PETR3) subia 0,3%, apesar do declínio do petróleo no exterior e da oferta secundária de ações ordinárias da empresa que deve ser precificada em 5 de fevereiro.

Carrefour (CRFB3) valorizava-se 2,3%, após divulgar alta de 11,4% nas vendas brutas do quarto trimestre ante mesma etapa de 2018, para 16,84 bilhões de reais. Os números excluem vendas de combustíveis.

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Gol (GOLL4) valorizava-se 4,3%, no segundo pregão seguido de recuperação, após perda de quase 3% na terça-feira, ampliando a alta acumulada no mês para mais de 5%. A fraqueza do dólar em relação ao real e o declínio dos preços do petróleo colaboravam com a alta. Azul (AZUL4) ganhava 2%.

Oi (OIBR3), que não está no Ibovespa, disparava 9,2% em meio a especulações relacionadas à venda de sua participação na angolana Unitel. De acordo com o colunista Lauro Jardim, de O Globo, a petrolífera Sonangol, também de Angola, pagará 1 bilhão de dólares pela fatia de 25% da Oi na Unitel. Procurada pela Reuters, a Oi disse que não comentaria a notícia.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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