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Ibovespa rompe 83 mil pontos com voto do relator, estatais e varejistas disparam

24 jan 2018, 17:13 - atualizado em 24 jan 2018, 17:13
Porto Alegre (RS) – Prédio-sede do TRF da 4ª Região, em Porto Alegre (Sylvio Sirangelo/TRF4)

Investing.com – Com o voto do segundo desembargador a favor da condenação do ex-presidente Lula, no julgamento do recurso de sua condenação no TRF-4, fez com o Ibovespa acelerasse a alta de para 3,41%, rompendo os 83 mil pontos e renovando a máxima histórica.

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O reflexo positivo é sentido quase todo o principal índice da bolsa paulista, com destaque para as estatais. A Petrobras (SA:PETR4), por exemplo, registra ganhos de 6,91% a R$ 20,73, enquanto os papéis do Banco do Brasil (SA:BBAS3) saltam 6,62% a R$ 37,53. O mesmo acontece com os ativos da Eletrobras (SA:ELET3), com valorização de 6,59% a R$ 22,01.

Merecem atenção também as ações das varejistas, com Magazine Luiza (SA:MGLU3) liderando os ganhos do Ibovespa (8,08% a R$ 80,95) e Via Varejo (SA:VVAR11), com valorização de 7,57% a R$ 26,02.

O desembargador Leandro Paulsen concluiu seu voto contrário ao ex-presidente Lula e manteve a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Paulsen foi o segundo a votar e acompanhou o voto condenatório do relator, que proferiu sua decisão mais cedo. Resta ainda o voto do desembargador Victor Laus.

O voto de Paulsen deixa o resultado do julgamento do recurso de Lula mais perto da aposta do mercado financeiro de condenação por 3 votos a 0. O placar unânime fará com que Lula passe a ser considerado fora da disputa eleitoral por não cumprir os requisitos impostos pela Lei da Ficha Limpa, sancionada por ele mesmo em 2010. Em caso de um placar dividido ou pedido de vistas, Lula permanecerá como candidato e favorito à disputa pela Presidência.

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Em seu voto, Paulsen diz que Lula tinha conhecimento e capacidade de interromper o sistema de corrupção na Petrobras e que ex-presidente foi foi beneficiário direto de parte da propina destinada ao PT, na forma do triplex.

Paulsen concordou com o relator e decidiu ampliar a pena de Lula para 12 anos e 1 mês de prisão em regime inicialmente fechado. Na primeira instância, o juiz Sérgio Moro tinha condenado o petista a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em jogo, está a viabilidade do discurso antirreformista de Lula, que incomoda o mercado financeiro, amplamente favorável ao controle de gastos públicos e à aprovação da reforma da Previdência.

Por Investing.com

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