Federal Reserve

Inflação reacende alerta: BTG vê Fed voltando a subir juros e projeta 3 altas

23 jun 2026, 12:46 - atualizado em 23 jun 2026, 12:46
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(Imagem: Canva Pro/Bumblee-Dee)

O cenário para a política monetária dos Estados Unidos voltou a azedar. Para o BTG Pactual, a dinâmica da inflação já não é compatível com estabilidade de preços, o que abre espaço para que o Federal Reserve volte a subir juros ainda em 2026.

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Segundo os analistas Luiza Paparounis e Francisco Lopes, que assinam o relatório, a inflação perdeu tração positiva e segue pressionada de forma disseminada. O núcleo do PCE deve acelerar para 4,1% na média anualizada de seis meses em maio, enquanto o chamado “supercore” permanece elevado, indicando que o choque recente não se limita à energia.

Na leitura do banco, dois vetores explicam a persistência inflacionária: pressões ligadas à inteligência artificial em determinados serviços e uma inflação de serviços ainda rígida, que mantém o núcleo inflado mesmo sem choques de commodities.

O mercado de trabalho, por sua vez, já não oferece o mesmo alívio. A criação de empregos no setor privado roda perto de 166 mil na média de três meses, e o desemprego segue estável, reduzindo o espaço para uma postura mais acomodatícia do Fed.

Além disso, tanto o FOMC quanto exercícios baseados na Regra de Taylor apontam para aperto. O “dot plot” mostra que metade do comitê já enxerga ao menos uma alta no horizonte, enquanto o modelo do BTG sugere uma taxa neutra em 4,3%, cerca de 70 pontos-base acima do nível atual.

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Diante desse quadro, o banco espera que o Fed reverta os cortes feitos em 2025. O cenário-base é de três altas de 0,25 ponto percentual em setembro, dezembro e março, totalizando 75 pontos-base.

Ainda assim, o timing é incerto. Com menor clareza na comunicação do Fed, a autoridade monetária pode acelerar o ciclo caso a inflação persista e o mercado de trabalho continue resiliente, ou desacelerar se as condições financeiras fizerem parte do ajuste por conta própria, diz o banco.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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