Money Picks

Quais serão os artilheiros da bolsa? Analistas indicam ações que podem se destacar nos próximos meses

15 jun 2026, 8:00 - atualizado em 15 jun 2026, 8:03

Juros altos e incertezas sobre a economia seguem pressionando a bolsa. Ainda assim, analistas de bancos e corretoras veem espaço para ações se destacarem nos próximos meses, seja pela recuperação após quedas recentes ou pelo potencial de valorização.

As recomendações foram reunidas no Money Picks, programa semanal do Money Times que destaca os papéis com mais potencial (assista na íntegra acima) e mostra se é hora de comprar ou vender.

  • Banco Inter: mercado pode ter exagerado no pessimismo

O Banco Inter (INBR32) está entre os destaques da seleção. As ações acumulam queda superior a 30% no ano, afetadas principalmente pelo aumento da inadimplência.

Para o BTG Pactual, porém, o mercado exagerou na percepção de risco. Após reuniões com a administração, os analistas passaram a demonstrar mais confiança na tese. Entre os pontos citados estão uma carteira de crédito mais protegida e menor exposição às oscilações dos juros.

  • Nubank: desconto abre oportunidade

O Nubank (NU) também aparece entre as recomendações. Os papéis recuaram cerca de 30% em meio ao aumento de despesas, dúvidas sobre a expansão internacional e mudanças na diretoria financeira.

Mesmo assim, o Itaú BBA vê uma oportunidade. Segundo o banco, a ação negocia com desconto relevante em relação à média histórica. A projeção é de lucro de US$ 4,2 bilhões em 2026, alta de 46% na comparação anual, além de retorno sobre patrimônio próximo de 30%.

  • Petrobras: geração de caixa sustenta tese

A Petrobras (PETR4) segue como uma das preferidas dos analistas. A XP elevou o preço-alvo da estatal para R$ 63.

A revisão reflete a expectativa de forte geração de caixa, estimada em US$ 17,7 bilhões em 2026. Mesmo com uma política de preços mais conservadora, a perspectiva de petróleo em patamares elevados continua sustentando a tese para a ação, segundo a casa.

  • Tenda: valuation atrativo e potencial da Alea

No setor de construção, a Tenda (TEND3) aparece como destaque do JP Morgan. O banco vê espaço para valorização por causa do valuation atrativo e da negociação abaixo dos múltiplos dos concorrentes.

A capacidade de repassar preços acima da inflação também reforça a visão positiva. Outro ponto é a Alea, operação de casas pré-fabricadas que, na avaliação do banco, ainda não está totalmente refletida no preço da ação.

  • Cosan: aposta em recuperação

A Cosan (CSAN3) completa a lista. Para a Empiricus, a holding começa a colher os resultados do processo de desalavancagem e reorganização dos negócios.

Movimentos recentes, como a venda de ativos e a reestruturação da Raízen (RAIZ4), devem reduzir a alavancagem e as despesas financeiras. Com isso, a casa vê espaço para uma reprecificação dos papéis.

Mesmo em um cenário desafiador, os analistas avaliam que ainda há oportunidades — sobretudo para investidores com horizonte de longo prazo.

*Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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