Mercados

Investidores dos EUA preferem ‘samba’ das ações financeiras brasileiras, mas qualidade dos ativos é ponto de atenção, diz Citi

27 abr 2026, 12:42 - atualizado em 27 abr 2026, 12:43
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(Foto: iStock.com/primeimages)

O Citi, em conversas com os investidores dos Estados Unidos, avaliou que o Brasil é claramente o país preferido da América Latina. Segundo o banco, isso parece mais uma tese de investimento top-down, que considera o cenário macro para o micro.

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Segundo o Citi, investidores norte-americanos estão posicionados principalmente em Itaú Unibanco (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3) — mais do que em um conjunto de teses específicas de ações.

Além disso, o banco afirma que, apesar de longas discussões sobre o Nubank (ROXO34), os estrangeiros estão saindo ou reduzindo suas posições no papel.

Fora do Brasil, Banorte e Credicorp continuam sendo os principais nomes nos quais os investidores dos EUA demonstraram interesse e ainda mantêm posições. Por outro lado, pagamentos e seguros continuam fora do radar desses investidores.

Qualidade dos ativos brasileiros em foco

Segundo o Citi, a evolução da qualidade dos ativos no Brasil foi o principal tema levantado pelos investidores dos EUA, devido à preocupação com o alto nível de endividamento das famílias, agravado pelas taxas de juros ainda elevadas.

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Na visão deles, um ciclo de crédito está se aproximando no Brasil, e bancos que continuam acelerando o crescimento em segmentos mais arriscados, especialmente crédito sem garantia, serão negativamente impactados (Nubank e Inter, na opinião deles).

Já a abordagem conservadora do Itaú e as características menos cíclicas do BTG devem torná-los menos afetados, diz o Citi.

O Citi classifica como “curioso” o Bradesco (BBDC4) ter sido mencionado pelo investidores como estando no caminho certo, embora a melhora na rentabilidade deva levar mais tempo.

Já o Banco do Brasil (BBAS3), em contrapartida, parece não ser investível no momento devido à baixa visibilidade sobre o verdadeiro tamanho dos empréstimos problemáticos originados no segmento rural.

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B3 é uma forma simples e eficiente de ganhar exposição ao Brasil

O Citi aponta que os investidores norte-americanos seguem vendo a B3 como uma maneira direta de investir no Brasil, sustentada por sua baixa volatilidade de lucros, tendências positivas em um ambiente de queda de juros e altos pagamentos de dividendos.

“No entanto, alguns investidores demonstraram desconforto com o nível atual de valuation (cerca de 15x com base em nossas estimativas) e discutiram se a empresa poderia fechar o gap de valuation em relação a pares internacionais, que negociam aproximadamente entre 20x e 25x”, diz o banco.

Diante desse cenário, a XP Investimentos (XPBR31) apareceu como uma alternativa potencial quando o valuation da B3 se torna mais exigente, mas isso ainda está longe de ser um consenso, observa.

Nubank deixa de ser o “queridinho”

Com a deterioração da qualidade dos ativos no Brasil, possível saturação do mercado endereçável no país — especialmente nos segmentos de baixa renda e crédito sem garantia — e incertezas em relação à expansão para os EUA e os custos associados, os investidores norte-americanos estão saindo ou reduzindo suas posições no Nubank.

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“De fato, a principal preocupação entre os investidores americanos é que a expansão para os EUA será significativamente mais cara do que no Brasil e no México, enquanto a rentabilidade resultante provavelmente ficará bem abaixo dos níveis alcançados no Brasil”, explica o Citi.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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