Copa do Mundo

Japão empata com Suécia e é próximo adversário do Brasil; conheça a seleção que cresceu com ajuda de craque brasileiro

26 jun 2026, 4:20 - atualizado em 26 jun 2026, 4:20
Taça da Copa do Mundo 2026. Imagem: Divulgação/Fifa

O Japão será adversário do Brasil na próxima fase da Copa do Mundo. A classificação dos Samurais Azuis (como a seleção nipônica é conhecida) foi assegurada nesta quinta-feira (25), no empate por 1 a 1 com a Suécia, em Dallas, pela terceira e última rodada do Grupo F, que teve a Holanda como líder com sete pontos.

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O confronto entre brasileiros e japoneses, que terminaram a chave em segundo lugar, com cinco pontos, será na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston. A partida marca o início do mata-mata do Mundial, fase que reúne 32 seleções na disputa pelo título.

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Os suecos, com quatro pontos, também avançaram aos 16 avos de final como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos.

Caminho japonês

Nessa primeira fase de grupo, a equipe asiática goleou a Tunísia, marcando quatro gols contra o time africano, desclassificado da competição. Na disputa contra a Holanda, o placar ficou empatado em 2 a 2, na primeira rodada do Mundial.

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O Japão é uma seleção com nível técnico crescente e o confronto não tem favorito, avalia a comentarista de futebol da TV Brasil e da Rádio Nacional, Luciana Zogaib.

"[O Japão] É uma seleção que joga em transição rápida, é uma equipe que tem equilíbrio emocional, mesmo quando sai atrás, consegue buscar o resultado, como aconteceu na partida contra a Holanda".

Em 2025, o Japão também derrotou o Brasil de virada, em um amistoso, no final de 2025, em Tóquio, por 3 a 2. Na ocasião, o técnico do time brasileiro, Carlo Ancelotti, pediu que os jogadores brasileiros desenvolvessem "resiliência mental" e disse que a equipe precisava aprender com os erros.

"Os japoneses têm o mental forte e nós vamos colocar o nosso [emocional] à prova neste jogo", brincou Zogaib.

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A comentarista também lembrou que, desde o confronto com o Brasil, ano passado, o Japão não perdeu nenhum jogo. "Eles chegam motivados à Copa", frisou.

A evolução do futebol japonês é nítido, acrescentou Rachel Motta, também comentarista esportiva da TV Brasil. Ela chama atenção para a agilidade do time no contra-ataque.

"A equipe japonesa pode não ter tantos jogadores habilidosos ou com mais nome, porém, o contra-ataque japonês é a arma deles, que marcam muito bem, e aí, a gente precisa mostrar habilidade", cobrou.

"Além do Vini Jr. não temos visto tanta habilidade na seleção brasileira", criticou.

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Zico e o futebol japonês

A perspectiva do duelo mexe com os torcedores brasileiros, que viram o crescimento do futebol japonês. O país contou com experts brasileiros, como o jogador Zico, Arthur Antunes Coimbra. Ele contribuiu para a profissionalização do esporte no país asiático e comandou a seleção nipônica na Copa de 2006.

“Que o flamenguista não fique chateado, mas com o Flamengo foram 20 anos e com o Japão foram 22”, brincou, em entrevista à Agência brasil, em abril.

Fora de campo, os dois países possuem uma longa relação, considerando como marco a chegada de 800 japoneses no navio Kasato Maru, em 1908, que vieram trabalhar nas lavouras de café, em São Paulo.

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Atualmente, o Japão é um dos principais parceiros do Brasil na Ásia. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os países, nos últimos anos, vêm buscando estreitar parcerias e cooperações na área comercial em ciência e tecnologia.

Entre as áreas mais promissoras, de acordo com o órgão, destacam-se tecnologias da informação e das comunicações, aeroespacial, robótica, ciências médicas e saúde e energias renováveis.

O Japão é também um dos maiores investidores do Brasil, com US$ 22,8 bilhões em estoque (investido ou em circulação). Os investimentos japoneses são diversificados e incluem setores como o automotivo, de materiais elétricos e siderurgia.

Em 2023, o dado mais recente indica que o intercâmbio comercial bilateral foi de US$ 11,7 bilhões, com superávit para o Brasil de US$ 1,5 bilhão. As exportações brasileiras para o Japão foram, na maior parte, de produtos como minério de ferro, frango, café, alumínio e milho, enquanto as importações incluíram autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e controle e circuitos integrados.

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Japoneses escolheram São Paulo

Desde a chegada do navio Kasato Maru a São Paulo, a comunidade nipônica cresceu. A Embaixada Japonesa estima que 2 milhões de japoneses e seus descendentes vivem no país, a maior população nipônica fora do Japão. E, como não poderia ser diferente, a influência cultural deixou marcas, em diversas áreas, como agricultura, gastronomia e artes marciais.

São Paulo conta com a maior comunidade japonesa do Brasil. O bairro da Liberdade chega a ter toda a atmosfera do Japão, com fachadas escritas com ideogramas e arquitetura oriental.

Mas há outras cidades brasileiras também marcadas pela presença desses imigrantes, como Assaí, no Paraná; Ivoti, no Rio Grande do Sul; e Tomé-Açu, no Pará.

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De acordo com o MRE, os japoneses são cerca de quatro em cada dez dos 1 milhão de estrangeiros vivendo no Brasil. Já no país insular, do outro lado do globo, vivem 200 mil brasileiros, nas contas do governo japonês.

"O elo humano é um dos principais patrimônios das relações Brasil-Japão e fomenta o diálogo e a cooperação", afirmou o ministério.

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