Juros

Juros podem cair menos do que o mercado espera? Market Makers aponta os obstáculos para queda maior da Selic

11 ago 2026, 13:31
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(Imagem: iStock/Edson Souza)

O cenário para a política monetária brasileira ainda permanece pressionado, com a inflação distante do nível confortável e pouco espaço para uma queda relevante dos juros, avalia Thiago Salomão, fundador do Market Makers.

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Em entrevista ao Giro do Mercado, nesta terça-feira (11), ele apontou que vê a necessidade de uma desaceleração maior dos preços antes de uma nova rodada de cortes nos juros.

Veja a análise completa no Giro do Mercado

Segundo Salomão, o atual patamar da inflação está alinhado com o tom adotado pelo Banco Central na ata do Copom.

Ele afirma que “para criar uma expectativa de outros cortes de juros, ainda precisamos esperar uma queda ainda maior da inflação”.

Entre os principais pontos de atenção para o cenário inflacionário, Salomão destacou os preços de energia e petróleo, além da situação fiscal brasileira.

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Na avaliação do fundador do Market Makers, mesmo que a inflação mostre melhora, as condições fiscais ainda limitam o espaço para uma redução mais significativa da taxa básica de juros.

Ele ressalta que, apesar dessa perspectiva, o cenário ainda é incerto, uma vez que “o BC deixou em aberto o que eles devem levar em consideração para as próximas reuniões”.

Na visão de Salomão, a comunicação recente do Banco Central está adequada e sinaliza uma postura mais dependente dos dados, especialmente em um contexto marcado pelas eleições.

Ele avalia que a autoridade monetária deixou aberta a possibilidade de mais um corte, mas a redução não deve ser muito significativa.

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Ao mesmo tempo, o analista destacou que declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa de juros menores podem aumentar a pressão política sobre a política monetária.

Nesse sentido, ele ressalta que o BC tem “acertado” ao adotar uma postura de controlar a expectativa, usando dados como base para as decisões.

Salomão ainda comentou o rebaixamento do JP Morgan sobre as ações brasileiras.

Na perspectiva do analista, a mudança não foi uma novidade para o mercado, já que o banco considera um cenário de juros elevados por um período prolongado.

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Para Salomão, um dos maiores desafios para a economia brasileira está na possibilidade de continuidade da atual condução da política econômica.

Ele avalia que manter os juros em níveis mais baixos dependeria de uma continuidade política que considera improvável.

“Mesmo que o governo atual vença a eleição, ele vai ter que mudar a forma de conduzir a economia. Do contrário, teremos um risco fiscal”, afirmou.

*Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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