JBS e Marfrig na berlinda: China reabre mercado, mas problema mora nos EUA

Lucas Eurico Simões
15/12/2021 - 14:51
Marfrig-Carnes
Exportações de carne bovina da JBS e da Marfrig aos EUA são bem maiores do que à China (Imagem: Facebook/Marfrig)

O anúncio do fim do embargo à carne bovina brasileira pela China deu novos ânimos à pecuária de corte, que há meses tem sido penalizada com rumores de casos de vaca louca detectados no Brasil.

Mesmo que a notícia seja positiva à JBS (JBSS3) e à Marfrig (MRFG3), ambas as ações seguem com recomendação neutra pela Ágora Investimentos, com preços-alvo de R$ 36 e R$ 23, respectivamente.

Para Victor Mizusaki e José Cataldo, responsáveis pelo relatório da corretora, o risco aos frigoríficos brasileiros reside mesmo nos Estados Unidos.

“O mercado de bovinos nos EUA representa aproximadamente 60% do Ebitda para a JBS e cerca de 90% para a Marfrig”, frisam os analistas.

As margens da carne bovina nos EUA devem continuar como os principais impulsionadores dos frigoríficos. Contudo, a cautela reside, já que há a tendência de queda observada nas margens à vista (com retração média de 34% em dezembro em base anual), podendo levar a maiores custos de gado nos EUA.

As exportações de carne bovina do Brasil para a China representaram cerca de 5% das vendas totais da JBS e da Marfrig antes da proibição em setembro.

Nesta quarta-feira (15), por volta das 14h30, as ações ordinárias da JBS subiam 3,67%, cotadas a R$ 38,65 cada. Já os papéis ordinários da Marfrig cediam 0,59%, negociados a R$ 23,43 cada.

No mesmo instante, o Ibovespa (IBOV) operava em queda de 0,34%, a 106.398,81 pontos.

Última atualização por Diana Cheng - 15/12/2021 - 14:51

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