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Juros futuros têm leve recuo em toda a curva com revisão de expectativas para Selic

30 abr 2026, 18:50 - atualizado em 30 abr 2026, 18:58
(Imagem: alexsl/ iStock)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta quinta-feira (30) em queda, devolvendo parte dos ganhos da véspera em reação ao corte na Selic em linha com o esperado.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 6 pontos-base e fechou a 14,145% ante 14,205% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,710% ante 13,845% do fechamento anterior, recuo de 13 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,775% ante 13,820% do fechamento da última quarta-feira (29), uma queda de 4 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram queda.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,869% ante 3,932% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,372% ante 4,416% do fechamento anterior.

O que mexeu com os DIs hoje?

A decisão de política monetária norteou as movimentações na curva de juros nesta quinta-feira, em meio a ausência de novidades nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

Ontem (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) deu sequência ao ritmo de cortes na Selic, reduzindo a taxa básica de juros a 14,50% ao ano.

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“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,50% a.a. e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz o comunicado.

Os diretores mantiveram a menção ao conflito no Oriente Médio, afirmando que o cenário externo permanece incerto em meio à incertezas quanto a duração, extensão e desdobramentos do conflito.

As projeções para inflação para 2026 e no horizonte relevante também tiveram ajustes para cima.

A decisão do Copom fez bancos reavaliarem suas projeções para a Selic. Economistas do Itaú Unibanco revisaram sua previsão para a taxa Selic em 2026 para 13,25%, de 13%, além de aumentarem suas expectativas para a inflação.

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Mesmo caminho foi tomado pelo Goldman Sachs, que, em relatório, também passou a ver um risco de alta para sua previsão de Selic em 13,25% até o final de 2026, esperando que o Copom reduza a taxa em 0,25 ponto percentual na próxima reunião.

Já a SulAmérica Investimentos revisou a Selic de 13% para 14% no fim do ano.

“Diante de expectativas (Focus) desancoradas e um Comitê que demonstra heterogeneidade, avaliamos que a autoridade monetária será reativa e não irá contra a revisões do Focus. Com o risco de interrupção do ciclo já em junho sendo relevante, o ajuste do orçamento para 14% é o caminho que vemos nesse momento para compatibilizar o desejo de corte com a realidade inflacionária”, disse a SulAmérica Investimentos, em nota.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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