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Lojas Renner (LREN3): BlackRock vai às compras e adquire ações da varejista

25 ago 2026, 10:52
Lojas Renner
(Imagem: Marcos Gouveia 20/10/2020. Divulgação)

A gestora BlackRock elevou a participação na Lojas Renner (LREN3), conforme mostra comunicado da varejista divulgado nesta terça-feira (25).

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Em 20 de agosto de 2026, a gestora passou a deter 101.617.399 ações ordinárias, representando aproximadamente 10,093% do total de ações ordinárias emitidas pela companhia, e 32.179.495 instrumentos financeiros derivativos com liquidação financeira referenciados em ações ordinárias, representando aproximadamente 3,196% do total de ações.

De acordo com a carta da BlackRock, o objetivo das participações societárias é estritamente de investimento, sem intenção de alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da Lojas Renner.

“Não foram celebrados, pela BlackRock, quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários emitidos pela companhia”, diz a gestora.

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Os números da Lojas Renner

A Lojas Renner registrou lucro líquido de R$ 404,6 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado.

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Junto com o balanço, a varejista revisou para baixo sua projeção de crescimento da receita líquida para este ano, reduzindo o guidance de 9% a 13% para um intervalo entre 4% e 8%.

Segundo a companhia, a revisão reflete um desempenho de vendas abaixo do esperado no trimestre, influenciado por um ambiente macroeconômico e competitivo mais desafiador.

A Renner afirmou que a Copa do Mundo teve impacto mais intenso do que o previsto sobre o fluxo de clientes nas lojas físicas e o padrão de consumo, enquanto o maior endividamento das famílias, a redução mais lenta dos juros e o aumento da concorrência — incluindo plataformas internacionais de cross-border — também pressionaram as vendas.

Apesar disso, a empresa manteve inalteradas as demais projeções para o ciclo entre 2026 e 2030, incluindo a expectativa de crescimento da receita entre 9% e 13% ao ano de 2027 em diante.

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A receita líquida de varejo somou R$ 3,689 bilhões, alta de 1,1% na comparação anual, enquanto as vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 0,5%. Na categoria de vestuário, principal negócio da companhia, a receita avançou 2,5%, com crescimento de 1,5% nas vendas em mesmas lojas.

Já o GMV digital cresceu 13,1%, alcançando R$ 837,6 milhões e participação recorde de 16,9% nas vendas do varejo.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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