Economia

Lula enfrenta pressão do mercado e defende responsabilidade fiscal com foco social

06 nov 2026, 16:03
lula cop31
Lula fez ainda a avaliação de que a dívida brasileira não é tudo o que parece. (Foto: Reuters/Adriano Machado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que seu governo tem responsabilidade fiscal, mas que também leva em conta a responsabilidade social, em meio a pressões pelo anúncio de medidas de ajuste e à queda de ativos brasileiros nos mercados financeiros após sua reeleição no final de outubro.

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Em discurso durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Lula fez ainda a avaliação de que a dívida brasileira não é tudo o que parece e afirmou que busca transformar o Brasil em uma potência, para que o país não dependa da China ou dos Estados Unidos.

“Se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo o que aparece… se coloca como dívida pública brasileira o que não é”, disse Lula.

“Para alguém falar que a gente não tem responsabilidade fiscal, é preciso ver como a gente pegou esse governo”, acrescentou. “Eu tenho comigo a minha história, eu fui o único presidente, de 2003 a 2010, que fiz superávit primário todo ano… O que nós precisamos fazer neste país é continuar dizendo o seguinte: esse país vai continuar com responsabilidade social”, assegurou, afirmando ainda que, em seu governo, os mais pobres não pagarão a conta do ajuste.

Apontada por economistas como o principal termômetro da solvência do país, a dívida pública bruta do Brasil vem crescendo em ritmo acelerado, tendo subido mais de 11 pontos percentuais no terceiro mandato de Lula, a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse crescimento é visto com preocupação por vários economistas que apontam a necessidade de controlar a trajetória de expansão do endividamento público.

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Depois que Lula conquistou um inédito quarto mandato na Presidência depois de uma virada histórica no segundo turno da eleição, os juros futuros registraram alta, o índice de referência do mercado acionário brasileiro Ibovespa caiu e o dólar teve valorização expressiva ante o real.

Agentes do mercado preferiam uma vitória do senador de oposição Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por considerarem que, com ele no Palácio do Planalto, haveria chance maior de controle nas contas públicas, embora nem o senador nem seus conselheiros econômicos diretos tenham divulgado detalhes concretos de um eventual ajuste durante a campanha.

Esses mesmos agentes têm aguardado informações sobre a equipe econômica do quarto mandato de Lula, assim como sinalizações sobre como será a política econômica a partir de janeiro do ano que vem.

Lula se reuniu na quinta-feira com autoridades e conselheiros para debater a agenda econômica e pediu que seus ministros afunilem medidas para serem validadas apenas após viagem do petista ao exterior, disse Durigan.

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O encontro, no Palácio da Alvorada, teve entre os convidados o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, da Casa Civil, Miriam Belchior, e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. A lista incluiu ainda o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o ex-presidente do banco de fomento Luciano Coutinho e os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad e Guido Mantega.

Lula irá à Turquia para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), na cidade de Antália. Depois, ainda segue para as Filipinas, para a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), marcada para os dias 15 a 17 de novembro.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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