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Os planos da Unem para avançar com etanol no tanque e o futuro com a nova reforma tributária

06 nov 2026, 15:03

Se a produção cresce em ritmo acelerado, o desafio do setor de etanol agora está do outro lado da bomba.

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A avaliação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) é que a indústria precisa convencer mais brasileiros a trocar a gasolina pelo etanol para sustentar a expansão dos investimentos realizados nos últimos anos.

Segundo o presidente da entidade, Amaury Pekelman, existe uma barreira cultural que ainda limita o crescimento do combustível renovável.

“O consumidor vai ao posto e coloca gasolina automaticamente. É um hábito que precisa ser mudado”, afirmou durante entrevista ao Money Minds.

Apesar dos recordes recentes de vendas do hidratado, o executivo avalia que a participação do combustível no abastecimento nacional ainda está distante do potencial da frota flex brasileira.

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Para enfrentar esse desafio, a Unem prepara uma campanha nacional de comunicação voltada ao consumidor.

“A Unem está tomando a liderança disso. Já fizemos a parte estratégica e vamos buscar uma campanha de longo prazo com muito alcance”, disse Pekelman.

Reforma tributária entra no radar

Outro tema que começa a mobilizar o setor é a implementação da reforma tributária.

Hoje, diferenças no ICMS entre estados influenciam a competitividade do etanol em diversas regiões do país. A expectativa da entidade é que a transição prevista para os próximos anos reduza parte dessas distorções.

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“A gente entende que isso vai ser melhor para o mercado consumidor porque vai trazer mais estabilidade”, afirmou.

Segundo Pekelman, ainda será necessário acompanhar como os estados reagirão à nova distribuição da arrecadação, mas a avaliação inicial é positiva para o setor.

A expectativa da entidade é que uma tributação mais uniforme, a partir de 2029, facilite a expansão do consumo em estados que hoje apresentam participação menor do biocombustível, como Rio de Janeiro, regiões do Nordeste e parte do Sul do país.

“O Nordeste precisa avançar no etanol. O Rio de Janeiro precisa avançar. O Sul também precisa avançar”, disse o presidente da Unem

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.

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