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Klabin (KLBN11): Safra corta preço-alvo e rebaixa recomendação diante de cenário mais desafiador

06 nov 2026, 16:12
ações carteira klabin-klbn11-1
Outro ponto de atenção é a evolução dos custos. O custo-caixa consolidado da Klabin chegou a R$ 3.483 por tonelada no terceiro trimestre de 2026. (Imagem: Divulgação/Klabin)

O Safra rebaixou a recomendação das units da Klabin (KLBN11) de compra (outperform) para neutra, diante de uma perspectiva menos favorável para os mercados de papel e embalagens, custos elevados por mais tempo e uma recuperação mais lenta das margens. O banco também reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 21,40 para R$ 20,60 até o final de 2027.

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Considerando a cotação de R$ 18,08 utilizada pelo Safra em seu relatório, o novo preço-alvo representa um potencial de valorização de 14%. Incluindo dividendos, o retorno total estimado (TSR) é de 21%.

Segundo os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro, a melhora esperada nos preços da celulose e a desvalorização do real não são suficientes para compensar fundamentos mais fracos no mercado de papel, a normalização mais lenta dos custos e o aumento do custo de capital próprio.



O banco mantém uma visão construtiva para os preços da celulose no curto prazo, apoiada pela recomposição de estoques na China, menor disponibilidade do produto e maior disciplina dos produtores. No entanto, avalia que o kraftliner — papel utilizado na fabricação de embalagens — pode ter espaço limitado para novos reajustes de preços.

A demanda doméstica também preocupa. A projeção da Empapel de crescimento de 1,9% nos embarques em 2026 implica avanço de apenas 0,9% no segundo semestre, ante 3% na primeira metade do ano. Para o Safra, o cenário reduz a visibilidade de uma recuperação significativa dos volumes em 2027.

Custos elevados pressionam margens e geração de caixa

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Outro ponto de atenção é a evolução dos custos. O custo-caixa consolidado da Klabin chegou a R$ 3.483 por tonelada no terceiro trimestre de 2026, enquanto o indicador acumulado nos nove primeiros meses do ano permaneceu próximo do limite superior da faixa de projeções (guidance) da companhia.

O Safra espera que as pressões atuais persistam até o primeiro trimestre de 2027, com início de uma redução apenas a partir do segundo trimestre. A normalização completa dos custos relacionados ao El Niño, por sua vez, deve ocorrer somente no primeiro trimestre de 2028.

Além disso, os analistas consideram que parte das pressões geopolíticas sobre a logística de fibras, produtos químicos e óleo combustível não será revertida. Os custos operacionais mais elevados decorrentes da dispersão geográfica das operações florestais também são tratados como permanentes nas projeções.

Com isso, o banco estima EBITDA de R$ 7,7 bilhões em 2027, em linha com o consenso do mercado, e retorno médio do fluxo de caixa livre (FCF yield) de aproximadamente 5% entre 2027 e 2029.

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A relação entre dívida líquida e EBITDA deve recuar gradualmente de 3,6 vezes em 2026 para 2,9 vezes em 2029. Ainda assim, na avaliação do Safra, a combinação de geração de caixa limitada e desalavancagem gradual não oferece uma relação risco-retorno suficientemente atrativa em comparação com outras empresas do setor.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.

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